quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

A happy New Year

Andei esses dias entre o Natal e Ano Novo sem idéias de texto para postar aqui. Mas hoje já começaram a surgir coisas mirabolantes. Só que essas ficam para o ano que vem.

Quero desejar a todos um FELIZ 2009!

Menos promessas que não serão cumpridas, e mais atitude para mudar de verdade!

anonovo

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Jingle Bells

Supere as mágoas.

Supere os mesquinhos.

Supere as dívidas que você contrai no Natal.

Supere aqueles que enchem a cara e vivem o Natal como se fosse um feriado destinado à zona.

Supere as propagandas de TV que distorcem o verdadeiro sentido do Natal.

Supere o teor consumista que anexam à imagem de Papai Noel.

Supere o seu vizinho que coloca funk alto no Natal.

Supere os que arrumam confusão no Natal.

Supere as ceias sem oração.

Supere aqueles que não desejam bons votos à ninguém.

Supere você mesmo.

presepioarvore-de-natal

Eu sei que vemos coisas ao nosso redor que muitas vezes nos fazem desacreditar e perder o espírito natalino. Mas esqueça essas influências externas. Não caia nessa. Comece um Natal verdadeiro dentro de você. Sinta a alegria de vivenciar essa data. Não desperdice esse momento. Não banalize o seu Natal. Cada ano é único. Cada gesto, mesmo que repetido todos os anos, é único. Não tenha medo de parecer clichê. Você não estará sendo. Portanto sorria, ore, agradeça, abrace, declare-se e renove-se.

Desejo a todos um FELIZ NATAL! Que Deus ilumine seus caminhos para que vocês possam trilhá-los sempre de maneira digna, buscando a felicidade diariamente e tornado-se cada vez mais pessoas melhores.

domingo, 21 de dezembro de 2008

A periquita

Quero postar com frequência nessas férias. Segue abaixo um conto, nascido das profundezas da minha imaginação insana.

Aconteceu no interior de Minas Gerais. João Alface estava arando parte do seu terreno para uma futura plantação de mandioca, quando de longe, sua filha de 15 anos, Mariazinha, aparece correndo em sua direção aos prantos e berros.

- Papai, um moço da cidade grande mexeu na minha periquita!

João diz, espantado e em voz alta:

- Má cumé qui é?

- Sim, papai! Ela estava agitada, aí fui até esse moço, porque dizem qui ele poderia arresorvê o pobrema.

João então, nervoso, dá um tapa na cara de sua filha, e diz:

- Sua assanhada, filha duma égua! Me conta agora sua safada, o que ele fez com você!?

Mariazinha, gritando:

- Buáá, ele nem deixô eu falá muito! Já foi logo colocando os dedos dele.

- Ara, cabra desgraçado! Aparpar dessa maneira um ser inocenti. Mar bem feito! Quem manda ficar agitada!

- Ah, papai, mas eu tô tão triste! Buáá! Ele depenou ela todinha!

- Depenou!!?

- Todinha. Ela estava com uma penugem tão bonitinha. Agora tá toda carequinha! buáááá!

João cria um expressão de revolta, seus olhos ficam vermelhos de ódio, enquanto Maria continua:

- E ele ainda disse que quer observar ela mais vezes!

João, bufando, deixa suas ferramentas de aragem na terra, pega sua filha pelos braços, e a passos largos e firmes, vai até a vila, no local indicado por ela, onde se encontra o tal moço. Chega enfurecido, abrindo a porta com violência, e assim que sua filha diz quem é o rapaz, aponta o seu facão para ele, e diz:

- Que história é essa de mexer na periquita da minha filha!?

- Ah, boa tarde, senhor. Lembro da sua menina. Me mostrou a periquitinha agitada hoje mais cedo. Ela estava incontrolável - disse o rapaz, esboçando um sorriso.

- Mas é muito descarado mermo! Como cê tem coragi de dizer na minha frente que olhou a periquitinha da minha filha!?

- Mas isso não tem jeito, meu senhor. Uma hora ela tinha que mostrar para alguém.

- Mostrar pra alguém!? Qui cê tá pensando qui mia fia é, cabra da peste!? E ainda aparpou!

- Pois é, tive que usar a mão, e fazer movimentos suaves. Mas até que ela se acalmou na hora.

- Ahhh meu pai do céu! Sujeitinho abusado... tão abusado que ainda depenou todinha.

- Depenei. Após apalpar bem, descobri que tinha um machucadinho ao lado do olhinho dela.

- Do olhinho!?

- Sim. Aí depenei logo de uma vez para evitar infecção, examinei o olho, e depois tive que fazer curativo sobre ele, pois deve ter ficado dolorido. Mas quero examinar mais vezes, por alguns dias.

Nesse momento, João, transbordando em fúria, parte para cima do sujeito com seu facão. Só nao o atinge, porque o rapaz se esquiva na hora certa. O facão cai. Mas João, determinado a acabar com a raça dele, golpeia-o com socos na cara e chutes no traseiro. Mariazinha somente olha a cena, espantada. O rapaz, gemendo de dor durante o espancamento, grita:

- Mas que mal eu fiz em atender uma menina com um bichinho numa clínica veterinária!?

- Do qui cê tá falando, seu mardito!? Clínica veternária!? - Pergunta João, cessando a porradaria.

O rapaz, ainda caído e sendo segurado por João, responde, em voz alta e trêmula:

- Sim, seu maluco! Isso aqui é uma clínica veterinária se você não percebeu. E eu sou o veterinário. A única coisa que fiz foi cuidar da bichinha que a sua filha trouxe para eu ver! Agora me solta!

João então larga o rapaz no chão. Olha para sua filha, e diz:

- Minha fia, ocê tava falando da periquitinha que papai te deu no seu úrtimo aniversário?

Mariazinha responde, choramingando ainda:

periquita- Sim, papai! Há dias ela andava mais agitada que o normal. E eu não sabia o que poderia ser, uai. Aí trouxe no moço intendido que chegou da cidade grande esses dias. Mas aí ele tirou todas as penas dela, e eu fiquei muito triste. Só que agora ouvi que era apenas pra não infe.. infexi.. infenar.. in..

- INFECCIONAR! - grita o veterinário, se levantando aos poucos, todo dolorido. - Bem que meus amigos da pós me avisaram sobre as loucuras que é vir trabalhar na roça pra ganhar experiência. Recém-formado sofre, viu! E aqui está a periquita! Que saber, não quero mais deixar em observação droga nenhuma. Levem-a para casa, e tomem aqui esse papel. É a receita com o remédio para sarar o machucado, que provavelmente era o grande motivo pela agitação da ave.

João, com uma expressão de arrependimento, coloca a mão na testa suada, se dirige até o rapaz e lhe dá um abraço.

- Ó meu bom rapaz, peço discurpas por essa injustiça que fiz procê. Eu intendi tudo errado. Pra mim ocê tava bolinando mia fia. Como posso lhe pagar?

- Deveria pagar mesmo! Mas não! Nem a consulta cobrei, e não vou cobrar por causa desse mal entendido, apesar de que vai me custar várias idas ao fisioterapeuta, aiii - responde o doutor, colocando a mão na coluna.

- Ah, mas isso não pode ficar assim. Uma alma tão caridosa como o sinhô, não cobrou nada de minha fia, e ainda faço isso com ocê. Não! Vamos fazer assim. O sinhó está convidado a ir jantá em minha casa hoje. Isso mesmo, será uma honra receber o sinhô. Por favor, deixa eu tentar retribuir pelo menos um tiquinho sua generosidade e paciênça.

Tentando hesitar, mas sem conseguir, o rapaz aceita:

- Tudo bem, eu apareço. À propósito, meu nome é Daniel.

João então diz para sua filha, com empolgação.

- Minha fia, vá correndo até em casa e mande sua mãe matar o nosso maior porco, pois quero que o dotô Danier desfrute de um delicioso banquete, como forma de agradecimento e discurpas.

À noite, Daniel aparece pontualmente na casa de João. É recebido com alegria. A mãe da menina, Dona Mariazona, já ciente de todo o acontecimento, o abraça calorosamente, e mande que fique à vontade.

É servido um delicioso porco com uma maçã na boca. Todos comem, conversam e divertem-se. João conta para Daniel suas dificuldades e alegrias no trabalho com terra, e o rapaz se diverte relembrando histórias da infância e adolescência. Até que, em em certo momento, João diz:

- Mariazinha, minha fia, vai mostrar a periquitinha pro dotô. Acho que ela já melhorô bastanti desde hoje à tarde.

- Tudo bem, papai - responde a menina.

Os dois então se levantam da mesa, e deixam Dona Mariazona e João desfrutando dos últimos pedaços do suíno.

Quase uma hora depois de ausência, Mariazinha e Daniel retornam... suados, descabelados, amarrotados, e com expressão de sorriso e satisfação em seus rostos. João vê os dois, e após alguns segundos sério e de olhar fixo para eles, vira-se para a mulher e diz:

- Tá vendo, querida! Isso é qui é rapaz caridoso. Ficou esse tempo todo examinando a bichinha, preocurpado com a recuperação dela.

Ele olha novamente para os dois, e completa:

- Ára, ocês istão suados. Faz muito calor aqui na roça mermo. Deixa eu abrir as janelas pro rapaz Danier si refrescá.

E foi assim. Daniel ainda voltou mais três vezes para examinar a periquita de Mariazinha, antes de partir de volta para a cidade grande. Suou, se amarrotou, não cobrou nenhuma das visitas. Seu único pagamento foram dois frangos e mais um porco, sacrificados para alimentá-lo em cada jantar... "um rapaz tão bondoso!", repetia João toda hora.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Engenharia Eletrônica, uma sociedade insustentável

Sabe quando você está em uma praça, comendo alguma coisa, e você joga um pedaço da sua guloseima no chão, e então surgem pombos de todos os lados disputando a migalha? Pois é mais ou menos isso que ocorre quando entra uma mulher em um curso de engenharia. E olha que ela às vezes ela não precisa ser bonita... e nem solteira. Claro que, dependendo da habilitação (mecânica, petróleo etc), a coisa acontece com mais ou menos intensidade. Mas o fato é que, baseado em uma pesquisa que me custou 10 minutinhos, pude quantificar o mal que paira sobre todos os rapazes da engenharia, e mais especificamente, da eletrônica: a falta de seres do sexo feminino no curso.

Vamos à matemática. É óbvio supor que a distribuição normal seria 50% de homens e 50% de mulheres na turma, talvez com uma margem de 10% para mais ou para menos. Pois, se o máximo considerado normal for 60% de homens contra 40% de mulheres em uma turma, a tabela abaixo mostra então resultados nada equilibrados. Avaliei a distribuição desde o semestre de 2005/2 (ou seja, 2o semestre de 2005) até 2008/2. Vejam só.

SEMESTRE O FATO
2005/1 85,7% de homens
2005/2 80% de homens
2006/1 83,3% de homens
2006/2 75% de homens
2007/1 87,5% de homens
2007/2 100% de homens
2008/1 90% de homens
2008/2 88,2% de homens

Isso dá uma média de 86,2% de homens do total de alunos em uma turma, o que significa, aproximadamente, que em uma turma com 50 alunos, 43 são homens e apenas 7 são mulheres. Interpretando de outra maneira, são 6,1 homens para cada mulher, o que significa 6 homens inteiros + 1 pênis avulso para cada mulher. E 7 mulheres por turma parece ser o bom caso. Todos os meus colegas da faculdade hão de concordar que é raro chegar em uma turma de uns 50 alunos e ver tantas mulheres. Nos parece ter menos.

Alarmante, não? Nem tanto. Afinal como a UFRJ se trata de uma universidade, temos contato com outras unidades de ensino. E uma delas que fica bem próxima das engenharias tem um elevadíssimo contigente de mulheres: a faculdade de Letras. Essa proximidade da engenharia eletrônica com outras engenharias progesteronalmente mais fartas (produção e química, por exemplo), com a faculdade de Letras e outros centros, faz com que somente dentro de uma sala de aula, reparemos na escassez de moças.

Agora vamos supor que em um belo dia de sol, todos os alunos da eletrônica estivessem em aula levando bomba (atômica) dos professores como sempre, e do nada uma redoma de vidro fosse colocada sobre todas as salas, que nem no filme dos Simpsons. E então surgisse o reitor em um telão e falasse que nenhum homem ou mulher poderia entrar ou sair. Ou seja, que deveria permanecer configurada lá dentro a média de 86.2% de homens contra os 13.8% de mulheres, e que deveríamos dar continuidade à espécie. O que será que aconteceria?

Só quero lembrar que, na história da evolução, o homem era aquele que se relacionava com várias mulheres e as engravidava. Mas cada mulher era de um só. Essa relação pode ser explicada através da análise do próprio corpo humano, afinal os homens produzem espermatozóides desde a puberdade até a morte. E cada ejaculação contém sêmen suficiente para fecundar milhares de mulheres. Já elas, possuem uma quantidade de óvulos pré-definida para liberarem até a menopausa.

Essa relação pré-história entre homens e mulheres possui analogia com um galinheiro, onde existe somente um galo, todo poderoso, rei das galinhas. E todas são dele. Se isso é o natural (não to dizendo que é o certo, não me critiquem), então cursos como enfermagem e a própria letras não enfrentariam problemas nessa situação de clausura, pois haveriam uns poucos machos (pelo menos um né) que distribuiriam seus sêmens para todas as fêmeas do lugar. Cada qual com o seu grupinho, o seu harém específico. Essa aparente harmonia garantiria a perpetuação da espécie.

Mas e se fosse na engenharia eletrônica? Vamos supor que teríamos disponível de maneira infinita o básico: água e comida. Mesmo assim não ia rolar. Todas as mulheres ficariam grávidas juntas. Após cada parto, uma nova gravidez. Afinal, seriam vários homens fecundando poucas. Seria um congestionamento insuportável. Fora que, talvez, iriam matar todos os bebês homens que nascessem. Pra que mais né? As mulheres ficariam exaustas de tanto engravidarem e darem a luz. Provavelmente isso iria prejudicar a saúde delas, teriam uma infecção em algum dos partos, ou algo assim. Morreriam cedo. Seriam reduzidas em quantidade aos poucos. Só sobrariam homens.

E portanto eles se matariam logo de uma vez. Triste.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Músicas de arrepiar

Existe uma coisa que me amarro em fazer, e faço: cantar! E existe também uma coisa que não sei fazer muito bem: cantar!

Essa irritante combinação já me fez perder muitos amigos. Brincadeirinha! Mas já foi motivo para eu levar alguns esporros do tipo "cala essa boca, infeliz!". E é geralmente quando ouço coisas desse tipo que me dá mais vontade de cantar. Acho que sou irritante por natureza. Mas tem gente que gosta de mim, ou me atura, então tá bom né :P

Entretanto, existe uma coisa que gosto mais de fazer do que cantar: ouvir música. E ando fazendo isso com cada vez mais freqüência (o trema vai cair ano que vem, graças a Deus), devido ao advento dos mp3 players, iPods etc. E acho que isso tem afetado os meus ouvidos. Descobri recentemente que não ouço ondas sonoras de 15KHz para cima. Eu e meus amigos da faculdade estávamos no laboratório de Eletrônica IV, e colocamos o gerador de ondas para gerar uma frequencia (chega de trema!) de 15KHz. Todos estavam ouvindo um agudo baixo irritante, menos eu! Dei um tempo com fone de ouvido.

Enfim, frustrações auditivas a parte, vamos falar de música. Há sempre aquelas que mexem com a gente de alguma forma. Seja nos emocionando, nos remetendo a algum lugar e/ou ocasião especial, ou simplesmente nos fazendo apreciá-la. Nesse post eu selecionei algumas desse tipo, bem intensas. Claro que nem todos vão concordar, mas mesmo assim aí vai... e com videoclipes de cada.

 

Sweet Child O' Mine - Guns n' Roses

Você pode não conhecê-la pelo nome, mas com certeza a conhece pela belíssima introdução de guitarra. É o ícone do rock n' roll dos anos 80. Aliás, provavelmente é um dos maiores hits do século. Ao ouvir a introdução, automaticamente eu coloco o volume no máximo. É inconsciente. Começa a maravilhosa guitarra e pronto, volume no máximo.

Não sou conhecedor de rock. Não sei diferenciar os estilos. Não entendo mesmo. Mas acho que uma boa música é aquela que faz até um leigo no estilo apreciá-la. E acho que são poucos os que não gostam dessa. Axl Rose, o vocalista, conduz a canção de maneira transcendental. Não é música para você ouvir quieto, não dá. A melodia impõe que você ao menos faça caras e bocas, cantando-a, ou fingindo estar tocando a tal guitarra. Sem contar a letra, que fala de amor de uma maneira diferente, única. Resumindo, êxtase total.

 

We Are The Champions - Queen

Eu gosto muito desse tipo de música, que começa de maneira suave, e vai ficando intensa até o refrão, onde acontece o ápice. E tem muita canção por aí com uma letra perfeita, mas que a melodia ou cantor deixam a desejar, e acabam prejudicando todo o clima e mensagem que ela poderia passar. We Are the champions definitivamente não é assim. Você realmente se sente um campeão ao escutá-la. Se não sente, pelo menos ela te motiva a querer vencer os seus obstáculos, ao som da imcomparável voz de Freddie Mercury. Não é à toa que ela se tornou um hino de vitórias desportivas em todo o mundo.

 

How Can I Go On - Freddie Mercury e Montserrat Caballé

E novamente ele. Dessa vez Freddie Mercury canta junto com a famosa cantora lírica espanhola Montserrat Caballé. Você consegue imaginar uma música clássica misturando uma maravilhosa voz 'rockeira' com uma maravilhosa voz de soprano? O resultado é o dueto mais bonito que eu já ouvi na vida.

E não é para menos. A interpretação dos cantores, a beleza da letra, o lirismo da melodia, tudo contribui positivamente para que esta seja uma canção eterna. A música é bonita do início ao fim, mas na minha opinião a melhor parte é quando Montserrat canta, e ele repete os versos que ela diz. Vale MUITO a pena ver o vídeo. Arrepio total!

 

Thriller - Michael Jackson

Para começar, o álbum que contém esta música é o mais vendido de todos os tempos. E ela bem que poderia nos arrepiar de pavor, afinal o medo é o tema principal, mas não. A música é cantagiante, tem todo um clima delirante, dá vontade de dançar com o pessoal que está perto, imitando os monstros do videoclipe. Aliás, existe algo melhor que esta música: o seu próprio videoclipe. Nele é apresentada umas das coreografias de grupo mais perfeitas que já se fez. Os monstros, realmente assustadores, conseguem até ficar divertidos.

Dance com os monstros, e com o Michael das trevas.

 

Como os nossos pais - Elis Regina

Agora uma nacional. E vamos ao que tem de melhor, Elis. Ninguém interpreta essa música melhor do que ela o fez, de maneira tão forte e comprometida. A paixão que ela coloca em sua voz é algo emocionante. A música foi composta por Belchior e fala sobre uma juventude que luta por mudança e percebe, que na verdade, age da mesma forma como os seus antepassados, repetindo a história.

Elis não somente canta, ela dá vida a esta canção. Emocione-se.

 

Hino da Vitória - tema da F1

Se We Are the champions é o hino da vitória mundial, temos um somente brasileiro. É aquele dos bons tempos de Ayrton Senna, onde este ao cruzar a linha de chegada em primeiro lugar, enchia os corações brasileiros de felicidade e os olhos d´água, embalados por esse famoso instrumental "tã tã tã, tã tã tã".

Recentemente a música foi tocada com a vitória de Felipe Massa no Grande Prêmio do Brasil. Apesar da vitória geral ter ficado com Hamilton, aquele foi um breve momento em que nos lembramos dos anos 90, das vitórias de Senna.

 

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Esses são apenas alguns exemplos. Vocês agora precisam é me ouvir cantando. Aposto que vão se arrepiar. Só não garanto que vá ser de emoção.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Um pouco de timidez...

... não faz mal a ninguém. Pelo contrário. A sua timidez pode fazer com que você evite situações constrangedoras, como por exemplo, aquele tapa na cara em público de alguma mulher invocadinha com a sua investida.

E mais. Os tímidos possuem a alma mais transparente. Sim. Uma pessoa completamente desibinida, ao meu ver, parece ser mais intocável. Que graça tem uma pessoa que parece estar pronta para tudo? Você joga a bolinha de ping pong, e ela retorna. Joga de novo, e retorna. Joga de uma maneira diferente, e retorna. Sempre com desenvoltura. Quando é que você atinge o outro lado? Nunca?

Quando alguém demonstra estar tímido, na verdade não está se fechando, mas sim se mostrando verdadeiramente para você. Está mostrando os seus pontos fracos, e você então pode descobrir onde estão os seus medos, e algumas frustrações. E isso não é necessariamente ruim, porque é aí que entra o amigo, namorado(a), ou seja lá quem for para atuar de maneira a ensinar, ajudar, compartilhar e acrescentar coisas novas à essa pessoa.

Desinibição total é risco, é negligência. Timidez, quando cuidadosamente dosada, é charme. E charme é algo natural. E estar com tudo sob controle sempre não é nada natural. Jamais deseje desenvoltura o tempo todo. Enxugue o excesso de timidez, mas não perca a essência. Ela é útil, te torna mais humano, e portanto, é um convite para que te conheçam melhor, e se interessem para fazê-lo.

Falou o psicólogo ;)

Bjundas.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

ICQ do amor

 Nota: Este post seria maior e falaria sobre esquisitices no MSN. Mas acabei desviando o assunto, e sem ter tempo para escrever mais, postei o que segue abaixo.

tapeta-icq-velkaNão há duvida que a ascensão de programas que permitem a troca de mensagens instantâneas causou uma revolução antes impensada. Começou pelo ICQ, se lembram? Não sei como está a versão atual, pois nunca mais me interessei para baixá-lo. Mas lembro que o que eu tinha há uns 7 anos atrás era o programa que eu mais usava no meu antigo PC.

Era espantoso o fato de alguém que você nunca viu na vida do nada aparecer no seu desktop te chamando para um bate papo. Para ser sincero, isso ainda me assuta  um pouco. Mas imagine antes, no início dessa onda... a sensação era bem maior. E o ICQ já começou como um bom programa. Não deixava a desejar. Tá certo que não permitia uma foto de perfil no canto da janela de chat, e muito menos uma conversa via webcam e áudio, mas não se esqueçam que eu estou falando de 7 anos atrás. Para aquela época, a funcionalidade do programa era admirável.coração

O ICQ me permitiu não só conhecer outras pessoas da minha idade e de todo o Brasil, foi além. Eu tinha um caso de amor por ele. Ou melhor, através dele. Com 14 anos, "conheci" virtualmente a K, uma menina de 13 anos do Paraná. K se mostrou uma pessoa especial logo nos primeiros chats. Soma-se a isso o fato dela falar que era loira e aspirante a modelo. Passávamos horas a fio conversando sobre amenidades, até que rolou uma atração infanto-virtual-juvenil fulminante. Semanas depois, eu a pedi em namoro em  alguma madrugada qualquer na frente do computador, e ela aceitou, apaixonada. Não riam ainda.

K e eu jurávamos amor eterno. Eu dividia o meu amor por ela entre meus poucos amigos do ensino fundamental. Ela também fazia o mesmo. Devo ter ficado famoso por lá, pois segundo as amigas dela que também falavam comigo às vezes, K era uma menina muito bonita e popular entre os rapazes e que eu era um cara de sorte. Mas tudo o que é bom (e virtual) dura pouco. Depois de um mês de "namoro", K me disse que estava confusa, pois começava a gostar de um outro menino de lá. Eu, claro, com muita maturidade, relutei até o fim. Em vão. Naquela noite fui dormir na fossa, escutando algum pagodinho melancólico do Só Pra Contrariar, com os olhos cheios d'água. Ridículo? Eu mencionei que a gente não se conhecia nem por foto?

Bom, vocês podem até pensar que eu poderia ter sido enganado, e que na verdade quem estava do outro lado do computador conversando comigo era um pedófilo apelidado de João do Gás, de 53 anos, bigodudo, barrigudo, e que ganhava dinheiro vendendo botijas pelo bairro com o seu velho caminhão. Mas não. K era realmente quem dizia ser. Comprovei há cerca de 1 ano atrás (isso foi depois de 5 anos) através do orkut e MSN. É loira, bonita e inteligente. LOIRA E INTELIGENTE! Fiquei impressionado. Talvez eu é que tenha sido uma decepção para ela... "Ah, era isto? Puta que me pariu!". Hoje em dia K é uma amiga do orkut. De vez em quando a gente troca umas poucas mensagens, sem intimidades.

É sempre divertido lembrar dessas e de outras coisas que vieram junto com o meu primeiro computador. Sabe... a virtualidade é uma ferramenta que possibilita unir facil e rapidamente as pessoas, mas não é forte suficiente, e quando ausente, as separa e pode torná-las indiferentes com a mesma simplicidade.

domingo, 12 de outubro de 2008

Estás agradando, rapaz?

E lá vem eu mais uma vez falando de mulher. Mas não me julguem. Eu já passo grande parte do meu tempo envolvido com cálculos. Pelo menos aqui nesse blog posso me dar o luxo destrinchar sobre assuntos mais populares e interessantes.

Bom, eu tinha uma dificuldade IMENSA de decodificar as mulheres que chamavam a minha atenção. Eu jogava meu charme (ui!) e o que eu recebia em troca era bem confuso para mim. Não sabia se ela havia gostado ou não, e se eu poderia prosseguir com o cortejo (*palavra brega detected*) ou não. Sei que parece idiota, afinal como assim um cara não sabe se está agradando? Enfim, eu não sabia até algum tempo atrás. E não me recriminem!

Mas agora eu estou bem melhor, porém ainda na escolinha. E acho que nunca vou sair. Aliás, alguém consegue se formar nela? Well, o fato é que já dá até para tirar uma onda, provocar um pouco, instigar, fazê-la de boba e tudo mais... Brincadeirinha!... Ok, nem tão brincadeirinha assim, afinal não há nada mais gostoso do que motivar uma mulher. Quer dizer, teeem :p... mas ah porra, me deixe concluir, espírito da dispersão.

Sabe aquela coisa de "a primeira impressão é a que fica"? Eu não acredito nisso. O ser humano não pode ser tão cruel assim ao ponto de marcar alguém somente pelo o que esse se fez aparentar em um primeiro contato. E já tive algumas provas de que isso não vale, coisas do tipo: "Po, Renan, eu achava outra coisa completamente diferente você do que eu vejo agora". Você também já deve ter passado por isso. É uma situação bem comum. E aí então a pessoa começa a agir conforme a imagem que você passa no momento. E isso é bem legal. Mostra que nem tudo está perdido.


O problema se faz presente quando a oportunidade é única (ou é uma a cada muito tempo depois). Isso é muito comum no processo "Mulher, to te cantando". Se você fizer as coisas erradas num primeiro instante, meu caro, sabe-se lá quando ela vai lhe dar condições para que você possa se corrigir, não é mesmo? E então, a coisa que poderia fluir a curto prazo, se torna so so far away. Por isso é importante sim a primeira impressão, apesar de não ser ela e a que fica definitivamente. A não ser que você queira ou seja realmente aquele traste que mostrou ser.

Mas o que é preciso fazer então para se dar bem logo de cara? A fim de que se obtenha sucesso na primeira etapa da conquista, a jovem L., de 23 anos, julga extremamente importante "analisar o comportamento alheio". Para ela, "isso é muito vantajoso e faz você se conhecer melhor". L. diz ainda que o óbvio muitas vezes não é óbvio porque as pessoas não treinam. "As pessoas são diferentes umas das outras, mas mantém uma característica dentro de um grupo de possibilidades (...) O fácil, sem exercício, se torna difícil".

Além de L., outras três jovens moças tiveram saco (ou não) para responder 5 perguntas básicas sobre o tema. Parecem perguntas óbvias, que merecem respostas óbvias. Mas algumas delas são bem interessantes. Não que isso vá resolver todos os problemas masculinos, mas pelo menos cria um tópico interessante (?) para este blog. Vamos lá...



Tamires, 15 anos. "Eu digo que não mesmo!"

1 - O homem é que deve chegar na mulher, ou hoje em dia vale o inverso?
Hoje em dia tá valendo o inverso, mas ainda prefiro que o homem chegue na mulher.

2 - Cantadas básicas que todo mundo conhece ainda funcionam?
Depende da pessoa que vai receber. Comigo pelo menos, não funciona não rs.

3 - Em um primeiro contato, a beleza externa do cara pesa MUITO?
Ahh pesa, pode ter certeza disso rs. Só depois que isso importa menos.

4 - Que sinais você dá quando NÃO ESTÁ afim do cara?
Eu digo que não mesmo, e com uma cara de, tipo, mandando ele nao insistir.

5 - Que sinais você dá quando ESTÁ afim do cara?
Po, um sorrisinho, uma carinha ingênua...


Amandinha, 20 anos. "Aquela olhadinha fatal..."

1 - O homem é que deve chegar na mulher, ou hoje em dia vale o inverso?
Para mim o homem deve chegar. Tem muitas mulheres que chegam, mas quando é o homem que o faz é bem melhor.

2 - Cantadas básicas que todo mundo conhece ainda funcionam?
Eu acho que sim, mas é sempre bom inovar, você não acha?

3 - Em um primeiro contato, a beleza externa do cara pesa MUITO?
Prefiro a beleza interior. O importante é a pessoa ser bonita por dentro. Mas num primeiro contato... sim.

4 - Que sinais você dá quando NÃO ESTÁ afim do cara?
Saio de perto dele, procuro olhar para o outro lado...

5 - Que sinais você dá quando ESTÁ afim do cara?
Bom... aquela olhadinha fatal, dando a entender que eu estou afim, entendeu?


T., 19 anos. "Fico na minha, e o cara que fique investindo"

1 - O homem é que deve chegar na mulher, ou hoje em dia vale o inverso?
O homem que chegue!

2 - Cantadas básicas que todo mundo conhece ainda funcionam?
Acho que ainda funciona, mas depende de quando, como e por quem é utilizada... caso contrário é melhor inovar

3 - Em um primeiro contato, a beleza externa do cara pesa MUITO?
Se o cara tiver assunto não... não precisa ser nenhum príncipe. Mas digamos que ter cultura é essencial...que tal ler o jornal? :P

4 - Que sinais você dá quando NÃO ESTÁ afim do cara?
sinal nenhum... me afasto.

5 - Que sinais você dá quando ESTÁ afim do cara?
Nenhum sinal também... se der muitos sinais eles cagam pra isso. Fico na minha e o cara que fique investindo.


L., 23 anos. "Quebra todo o romantismo, não tem futuro"

1 - O homem é que deve chegar na mulher, ou hoje em dia vale o inverso?
Sei lá. Acho que os homens só não deveriam ficar assustados se isso acontecer, ou prejulgar a menina por isso.

2 - Cantadas básicas que todo mundo conhece ainda funcionam?
Definitivamente não. Só pode ser usada depois de se conhecer a pessoa e em tom de brincadeira, e que esteja bem claro que é uma brincadeira, senão a pessoa passa por completo idiota. Imagina se os dois se casam e contam para os filhos: "meu filho, quando mamãe conheceu papai, ele me cantou com a frase mais barata do mundo". Quebra todo o romantismo, não tem futuro, huahuahua.

3 - Em um primeiro contato, a beleza externa do cara pesa MUITO?
MUITO. É a apresentaçao pessoal, é o marketing e é a única coisa que a pessoa conhece dele.

4 - Que sinais você dá quando NÃO ESTÁ afim do cara?
Poxa, isso é bem característico de todo mundo... é a linguagem corporal. Muito simples: a pessoa se afasta, vira o rosto pro lado contrário, cruza os braços, olha em outra direçao, vira o corpo...

5 - Que sinais você dá quando ESTÁ afim do cara?
Em geral, quando alguém está afim, sorri. Mas em relação às mulheres é mexer no cabelo, ficar sem graça, olhar nos olhos, mas nao fixamente...



Estou me sentindo O Jornalista.
... de merda, mas estou!

domingo, 20 de julho de 2008

Que nem o Super-Homem

Ei, psiu, você!
É, você mesmo. Continue lendo. Se você for homem, melhor ainda, pois esse post é direcionado para você. Se for mulher, pode ler também, porque a senhorita faz grande parte da coisa.
Você é um cara cheio de conceitos né? Papai e mamãe provavelmente te ensinaram a fazer o certo. Você sabe que drogas fazem mal e estudar faz bem. Você sabe que deve batalhar no presente para ter seus sonhos realizados no futuro. Você sabe que correr na praia é uma atividade que alongará a sua vida em alguns anos e que ficar lendo blogs só está entupindo cada vez mais suas artérias. Mesmo assim você passa horas na frente do computador.
É estranho né... uma coisa que a gente sabe que não se deve fazer, mas que somos tentados a tal, e fazemos, seja meramente por gosto ou por vício. E aí, meu caro, lá se vai toda a nossa personalidade por água abaixo. Afinal, uma pessoa que não pratica seus conceitos, é uma pessoa que perde o "eu" e a moral. É mais ou menos assim que acontece conosco em relação ao sexo feminino. MULHER NÃO DÁ VALOR AO CARA QUE FICA SE RASTEJANDO PARA ELA. E o que a gente faz? nos rastejamos. Por que? porque somos idiotas. Sério!
Você pode saber que a Fulana de Tal é a maior piranha da cidade, ou que não presta, ou que já magoou um amigo seu, e que você nunca seria babaca de cair nas lábias dela. Mas o que acontece quando ela chega perto? A testosterona é liberada. E depois? Depois eu não sei, porque eu estudo números e não hormônios. Mas eu acredito que a testosterona inibe a irrigação de sangue no cérebro ou coisa parecida. Algo deve ser alterado no organismo, né possível. Poxa, a gente estuda tanto, durante anos, aprendemos filosofia, aprendemos a viver em sociedade, aprendemos alguma profissão, para então chegar uma mulher atraente e virar tudo de cabeça para baixo? Que injustiça isso. A testosterona liberada ao vermos uma mulher gata bem que podia afetar nossos bíceps e tríceps instantaneamente, duplicando-os. Ou então aumentar o nosso peitoral, deixar nossa barriga tanquinho, algo assim. Mas afetar a cabeça? Sério, parece coisa de filme de terror. Toxina do mal, do diabo, sei lá.
Ou então, uma outra possibilidade. Pode haver kriptonita nos seios delas. Se essa pedra rende até o mais super dos homens, porque não nos renderia? O bumbum também deve ter kriptonita. Aquele olhar fatal deve emitir raios de kriptonita. Sério, se tem algum cientista lendo isso aqui, pesquise para nós. Kriptonita sim! É isso! Po, o super-homem voa, tem visão de raio X, é forte pra cacete, mas quando se depara com alguma pedrinha contendo kriptonita acaba mostrando suas fraquezas. Não tem como negar que se trata de uma excelente metáfora para esse caso tão real.
O cara pode ser bonitão, super inteligente, bom de coração, de opiniões formadas e experiente. Mas basta passar um conjunto feminino contendo kriptonita que tudo o que ele é se resume a um totalmente rendido: "caraca, que mulher, meu deus!" E quando o tal mulherão chega perto, e ele começa a reparar seus cabelos, os olhos e o sorriso, ferrou! Todas as coisas que ele absorveu durante toda a sua vida, se concentram em seu olhar fixo para ela, e nos músculos do coração, fazendo-o palpitar. Esse é o primeiro efeito dessa pedra do mal.
E aí, não importa o quão bem ele se comunique... pois não saberá o que falar
Não importa o quão bem entenda de economia ou medicina... pois seus conhecimentos parecerão irrelevantes.
Não importa o quão bem articulado seja... pois a kriptonita inibe ossos e músculos, paralizando-os.
Não importa mais aquilo que ele aprendeu, e acha que é certo... a kripnonita possui efeitos diretos na parte de cérebro que guarda os conceitos.
A única coisa que vai funcionar será o seu olhar. Claro, direcionado para ela. Depois disso começa o suicídio. Ela fala, e ele atende prontamente. Ela chega perto, e ele se caga todo. Ela o beija, e ele se perde nela, completamente, insandecidamente.
Cuidado, rapazes! Kriptonita é uma pedra muito perigosa.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

"... brilham estrelas de São João"

As épocas do ano que mais gosto são: Natal e o mês de Julho.
Apesar da festa mais importante do Cristianismo ser a Páscoa, eu não consigo colocar o Natal em segundo plano. Entro totalmente no clima de época de renovação espiritual, que somado às férias, torna-se um período em que você me vê sorrindo mais que de costume. Mas vamos deixar o Natal para o momento certo, ok?
Quero falar sobre a outra época do ano que mais gosto. São vários os fatores que me fazem gostar de Julho. Fazendo um flashback mental, lembro-me que era o mês em que minha rua ficava mais cheia de criança do que de costume. A explicação mais óbvia para isso eram as férias de meio de ano. E eu, portanto, ficava até muito tarde pelas calçadas da vida, brincando. Uma criança que brinca bastante é uma criança feliz. E apesar de hoje em dia eu não ocupar mais esse mês com brincadeiras, guardei essa lembrança na cabeça e no peito.
O friozinho da época também sempre me agradou. Aquela tarde de sol bastante iluminada e sem nenhuma nuvem, porém ser estar calor. Um clima agradável, convite para você sentar debaixo de uma árvore e escutar uma música, ler um livro ou bater um papo com alguém por horas a fio. Sem contar na noite, que fica suportavelmente fria, uma delícia.
O meio do ano também sempre foi a época em que eu mais me dava bem com as meninas. E não me perguntem o porquê. Eu poderia até passar o ano inteiro sem chegar perto de uma, mas em Julho, o contato era certo. E isso vem se confirmando até hoje. Vai saber a razão dessa influência né...
Agora, o que mais me agrada no meio do ano são as Festas Jun(L)inas, também conhecidas como festas de São Pedro, São João e Santo Antônio. Vou tratá-las somente pelo termo julina, porque condiz com minha simpatia por julho e também acho que é o mês em que elas mais acontecem. Mas hein, eu sempre fui apaixonado por um Arraiá. Minha família não veio de nordeste, não fui criado no meio de forrozeiros e, apesar de não morar muito bem, sempre tive um estilo de vida urbano. Mesmo assim, desde criancinha que sou louco por essas festas. E não me permito deixar de participar de pelo menos uma por ano. Neste ano, a promessa já foi cumprida com o Arraiá da UFRJ na Praia Vermelha. E pelo o que já fiquei sabendo, tem mais pela frente.
Mas por que eu gosto tanto dessas festas?
Vou explicar os motivos.
Decoração
Por apresentar um tema (caipira), podemos abusar na ornamentação de uma festa julina. As bandeirinhas coloridas dão aquele ar feliz para o local. Fotografe o lugar da festa antes de depois de colocar as bandeirinhas. Você vai notar uma incrível diferença no seu humor após isso, e vai entrar no clima da festa num instante. Por sua vez, as pindobas (galhos de coqueiro) são responsáveis por "caipirar" o ambiente, fazendo do lugar uma verdadeira roça.
Fogueira
Faz parte da decoração, mas merece mais destaque. Uma festa julina sem fogueira não rola. E como as noites nessa época do ano são geralmente frias, ela vem a calhar. Fora que você pode assar batata doce ou simplesmente ficar com seus amigos em volta dela, no fim da festa, iniciando um luau depois de já ter enchido a cara com cachaça nordestina. Ah, claro, fogueira também serve para a gente poder pular. É uma tradição bem tonta, mas a coisa fica bastaste engraçada quando um Zé Mané qualquer cai dentro dela e queima o rabo.
Jogos
Quem nunca pediu para o seu responsável pagar uma pescaria numa festa julina que atire a primeira pedra. E o valor da diversão sai caro, pois os brindes são, geralmente, bem vagabundos. Mas isso é o que menos importa, pois você está ali mesmo é para pescar a porcaria do peixe mais valioso, ganhar um ioiô sem graça, conseguindo, assim, extorquir mamãe e papai sem que eles reclamem. E isso sem falar em outras brincadeiras como: atirar na boca do palhaço, tiro ao alvo, corrida de saco e muitos micos. E ainda tem a barraca do beijo. Só que eu nunca fui numa festa julina que tivesse uma. Aí já deve ser uma coisa bem antiga mesmo e que acabou perdendo a tradição. Não deveria. Eu pagaria, talvez...
Comidas e bebidas
Cachorro quente, pipoca, cuscuz, tapioca, pastel, salgados de forno, milho, bolo, torta, churrasquinho, queijo, salsichão, pizza, maça do amor, algodão doce, refrigerante, cerveja, caipirinha, cachaça, vodka, tequila... Preciso dizer mais alguma coisa?
Fantasias
Já dizia um professor meu de história que festa julina serve para a gente sacanear o sertanejo, mesmo que seja sem querer. E faz sentido. Os homens colocam sua calça jeans mais surrada. Geralmente aquela que você usa pra pintar o muro da sua casa numa tarde de sábado. E ainda simulam um remendo, seja com um outro tecido completamente nada a ver, ou com as próprias bandeirinhas da festa, deixando bem evidente que aquela roupa está, na verdade, estraçalhada. A intenção das mulheres é ficarem mais feias com aqueles vestidos esquisitos e com a maria chiquinha. Na verdade, tem umas que ficam realmente lindas de caipira. Mas para completar a sacanagem, todos pintam pelo menos um dente de preto, que é para explicitar o fato de que não há clínicas odontológicas no vilarejo de Santa Maria do Calango Sagrado, no interior da Paraíba.
Forró
Ahhh, quem é que não gosta de um rala coxa hein? Entenda bem, eu não to dizendo o ritmo em si, mas sim o fato de dançá-lo. São duas coisas completamente diferentes. Muita gente detesta forró (não é o meu caso), mas convenhamos que dançar um xote é muito gostoso. E você não precisa dançar bem. Basta colar na bonitinha, fazer o dois-pra-lá-dois-pra-cá e aproveitar para um chamego bem sexy. Um pouco de etanol pode ajudá-lo na dança. Aliás, às vezes ajuda no desenvolvimento posterior da coisa também.

Quadrilha

E eis a maior atração numa festa julina. Os casais de caipira comuns, o padre, o noivo, noiva, a amante, o pai da noiva e toda a galera em volta da pista de dança para ver a quizumba acontecer. Não precisa ter ginga para participar de uma quadrilha, contanto que você saiba fazer o que o locutor mandar: olha a chuva, olha a cobra, a ponte quebrou, cumprimento e passeio dos namorados, caracol e, por fim, o casamento na roça, que nada mais é do que uma encenação teatral básica do que é esse momento lá entre os sertanejos. E mais uma vez, "sem querer", eles são sacaneados pelos urbanos. A noiva é sempre uma donzela virgem na frente de pai e uma vadiazinha com a caipirada. O noivo é um corno cachaceiro e coitado que foi se meter (e meter) com filha de rico. O pai da noiva é um coronel ricaço dono de trocentas cabeças de gado e de uma espingarda que fica constantemente apontada para o noivo fujão. A amante é uma pobretona qualquer que chega na hora do "que fale agora ou cale-se para sempre" carregando cinco filhos, alegando serem todos eles do noivo garanhão. E o padre é aquele religioso de bosta, que se deixa levar pelas chantagens do coronel para que deixe sua filha casar de véu e grinalda. Enfim, é a mesma dança todo ano, o mesmo teatro, mas todo mundo se amarra.

Festas Julinas forever!

E não, não acho o Carnaval melhor.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Para fazer nas férias

Eita, estou ficando muito tempo sem postar por aqui.
Mas tenho uma única e suficiente justificativa: faço engenharia.
Partindo daí, pode-se concluir que meu tempo não é nada disponível.

Enfim, se eu não levar em consideração o fato de que talvez eu possa ficar em prova final na maldita matéria da faculdade chamada "Arquitetura de Computadores", posso me considerar de férias. Nada melhor do que 3 semaninhas para poder relaxar e fazer coisas que você gostaria de fazer, mas não pôde durante todo o período. Listo aqui então minhas promessas a serem cunmpridas até o dia 04 de agosto, dia em que retorno às minhas atividades acadêmicas.

* Arrumar o meu quarto

É tanto papel, mas é tanto papel empilhado, rabiscado e acumulado, que eu provavelmente vou levar um dia inteiro fazendo a arrumação. Tenho que criar coragem pra encarar.

* Sair mais para me divertir

Se tudo correr bem, vou começar a cumprir essa furiosamente amanhã mesmo. Boate com a galerinha que estudou comigo. :P

* Namorar mais

Muito estudo, pouco namoro. Essa é a proporção. Até que eu não deixei isso de lado durante esse semestre, mas agora pretendo intensificar exponenciamente. E talvez essa promessa seja consequência imediata da última. Tomara.

* Ver mais televisão

Se tem uma gosta que eu gosto de fazer, mas tenho que me poupar severamente durante qualquer período da faculdade, é ver TV por bastante tempo. Finalmente vou poder ficar me divertindo nos canais Telecine até a hora que eu quiser. Ver três filmes seguidos, imagina só, que luxo!

*Me empenhar na Iniciação Científica

Claro. Nem tudo são flores. As aulas acabam, mas a iniciação científica que estou fazendo (Processamento de sinas de Sonar Passivo) continua. E como um tenho um certo sangue nerd correndo na veia, vou aproveitar minhas férias pra dar atenção à pesquisa, que ficou muito de lado durante maio e junho. Mas de maneira bem light.

*Fazer um check-up médico

Da última vez que fiz um exame de sangue, lembro que eu não tinha barba e ainda falava meio fino. E segunda-feira agora tive uma crise de dor na barriga lacrimejavelmente forte em que a doutora que me atendeu na emergência praticamente afirmou se tratar de Cálculo Renal. Tá, eu sei que é engraçado um cara chamado Renan, que faz engenharia, ter um treco com um nome desses. Enfim... posso estar morrendo e não sei.
* A ser alterado!

sábado, 21 de junho de 2008

Fator Qualidade Mulher

Mulheres, por favor, não leiam esse post. É sério!

Acredito que sejam três as características que uma pessoa mais aprecia em outra: beleza, inteligência e agradabilidade, não necessariamente nessa ordem. Claro que dentro dessas três, estão subdivididas várias outras. Vou então explicar cada uma, dentro dos meus conceitos...

Beleza que eu digo é tanto a de rosto como a de corpo, bem como também o charme da pessoa. Inteligência é quando uma pessoa é questionadora, gosta de aprender, é bem informada, culta e racional. Quando eu falo em agradabilidade, eu quero explicitar o interior da pessoa: o caráter, simpatia, amor e generosidade e etc. A palavra agradabilidade na verdade não me parece tão bem empregada, mas vou deixá-la, pois acho que fica interessante para onde eu quero chegar.

Vou colocar agora a mulherada no pau (no menos sexual dos sentidos), e quantificar a coisa.

Vamos supor que a beleza de uma mulher possa variar de 0 à 1, que nem o Fator Ana Clara. Vamos supor também que a mesma variação ocorra para os quesitos inteligência e agrabilidade. Os espectros de cada questito ficam assim, com as devidas classificações em cada faixa, partindo do 0 (pior caso) até o 1 (melhor caso).

Beleza

Inteligência


Agradabilidade



Vou agora introduzir um novo conceito: o Fator Qualidade Mulher (FQM).
O FQM nada mais é do que a soma dos três quesitos mencionados: o Fator Beleza (ou fac), o Fator Inteligência e o Fator Agradabilidade.
FQM = Fator Beleza + Fator Inteligência + Fator Agradabilidade
Levando em consideração que o máximo atingível para cada fator é 1, então logicamente o FQM possui valor máximo de 3, certo? Errado. Muito errado. Dados experimentais mostram que o máximo que o FQM de qualquer mulher pode atingir é o valor 2. Ou seja, você jamais encontrará uma mulher que seja exuberantemente linda, inteligente e hiperagradável ao mesmo tempo. Isso significa que se uma mulher é muito uma coisa, ela provavelmente deixa a desejar (e muito) em outra.
Na prática: FQM <= 2
Vamos estudar agora alguns casos interessantes sobre as distribuição dos três fatores nas mulheres.
Configuração Duo Beauty-Intelligence -> Situação onde uma mulher possui elevados fatores Beleza e Inteligência, mas é uma escrota de carteirinha.
Configuração Duo Beauty-Cool -> Situação onde uma mulher possui elevados fatores Beleza e Agradabilidade, mas é uma verdadeira porta.
Configuração Duo Intelligence-Cool -> Situação onde uma mulher possui elevados fatores Inteligência e Agradabilidade, mas é feiosa a bichinha, tadinha.
Configuração Uno Beauty -> Situação onde uma mulher possui elevado Fator Beleza, mas é escrota pra cacete, além de burrinha.
Configuração Uno Intelligence -> Situação onde uma mulher possui elevado Fator Inteligência, mas é feia e bem escrota.
Configuração Uno Cool -> Situação onde uma mulher possui elevado Fator Agradabilidade, mas é feiosa e burrinha.

Exercícios:

1- Marcela tem um FQM de 1.8. Seu Fator Inteligência é 0.8. Supondo que ela esteja dentro da faixa "Maneiríssima" do Fator Agradabilidade (valor preciso desconhecido), qual o máximo de Fator Beleza que Marcela pode ter? Classifique-a.

2 - Paulo namora Jéssica. A menina possui um Fator Beleza de apenas 0.3. Paulo gostaria muito de otimizar essa característica para 0.7, exigindo que se mantenha a inteligência e o FQM de sua amada. Qualitativamente, qual característica de Jéssica teria que ser sacrificada? Se antes ela estava no meio da faixa "Legal", qual seria então sua nova classificação?

3 - Lara tem um Fator Beleza de 0.4. Ela então, muito vaidosa, foi numa clínica de estética que prometeu melhorar sua aparência em 50%. Supondo que Lara tenha Fator Inteligência e Fator Agradabilidade iguais à 0.8, a promessa da clínica é válida? Justifique.

4- Gabriela era um caso de Duo Beauty-Intelligence. A menina adorava maltratar os rapazes que se apaixonavam por ela, até o dia em que num terrível acidente perdeu a metade da massa cefálica e seu rosto ficou comprometido. Qual é agora, provavelmente, a sua nova configuração? Os rapazes agora possuem chance com ela?

5 - Fabíola possui máximo FQM, que é igualmente distribuído nas três características. Ela, influenciada pelo Clube das Meninas Malvadas, deseja ser Uno Beauty máximo. De quanto cairá seu FQM?



Gabarito Aqui! Letras escaneadas ficam tão feias!



Moral do post: Ninguém é perfeito!


Mas se você é uma garota com potencial para ter um FQM maior que 2, apresente-se ao mundo para que possamos rever os conceitos...
Ou melhor, apresente-se para mim. Me liga, manda recadinho no orkut, hein? ;)

Como eu sei que a senhorita chegou até aqui, vou logo avisando... It's a joke, girl

...

... or is it the truth?

sábado, 14 de junho de 2008

Big Bang

Oi,

Você já deve ter ouvido falar no Big Bang né?
Segundo a Wikipédia, o Big Bang é a teoria científica que diz que o universo emergiu de um estado extremamente denso e quente há cerca de 13,7 bilhões de anos. Ou seja, toda a matéria que existe hoje no universo era altamente concentrada, com temperatura elevadíssima, e que por algum motivo começou a se expandir, perder densidade, esfriar, e dar formato às estrelas, planetas e outros corpos celestes dos quais já ouvimos falar. Para a comunidade científica, essa é a teoria acerca do início dos tempos aceita atualmente.

O universo continua sendo e ainda será por muito tempo um mistério cada vez mais difícil de ser desvendado completamente. As distâncias entre os corpos celestes no espaço são medidas em anos-luz (distância que a luz percorre em 1 ano). Sabendo que a velocidade da luz é de 299.792.458 (aproximadamente 300 milhões) metros por segundo, estamos lidando, portanto, com quantidades tão absurdamente elevadas, que não conseguimos buscar uma boa analogia para termos noção do que esses números representam. Mesmo sabendo que se tratam de valores muito altos, nossa idéia sobre eles ainda permanece aquém do que eles realmente são.

Dando um zoom astronomicamente gigantesco no universo em determinado ponto, podemos chegar ao Sistema Solar, nosso amigo conhecido desde o Ensino Fundamental.

O Sol nada mais é do que é uma das incontáveis estrelas que foram formadas pelos destroços do “Big Bang”. E a poeira em torno do sol recém-nascido começou a dar origens aos planetas que atualmente o orbitam.

Então é basicamente isso. Trata-se de uma explosão com origem não muito bem explicada, que jogou matéria, antes condensada num ponto, para todos os lados e que num processo de bilhões de anos formou tudo o que sabemos hoje do universo. Agora vamos dar um novo zoom, dessa vez no Sistema Solar. Chegamos então ao nosso íntimo planeta Terra.

Já pararam pra pensar em como a dinâmica do nosso planeta é interessante? A água brota da terra, e vai escorrendo pelos rios até desembocar no mar. Depois é evaporada e volta para a terra através da chuva. Os seres vivos absorvem o gás oxigênio da atmosfera e emitem o gás carbônico como resultado do processo. Este, por sua vez, é absorvido pelas plantas, árvores e algas através da fotossíntese a fim de produzir alimentos para elas mesmas, resultando, ao fim do processo, no retorno do gás oxigênio de volta à atmosfera.
Parece que tudo se encaixa de maneira perfeita.
E as paisagens naturais? As montanhas, o pôr-do-sol na praia, rios e cachoeiras. Aquele céu completamente azul deixando os primeiros raios de sol da manhã invadirem a varanda da sua casa. A sensação gostosa que é passear por um parque verde ou um jardim ao lado de uma pessoa agradável, enquanto a brisa da tarde e os sons da natureza envolvem o assunto dos dois. A imagem e harmonia da natureza é um verdadeiro convite para casais apaixonados em busca de inspiração para o amor que sentem um pelo outro.

E ainda há a beleza da vida. A simplicidade dos animais. As formigas, exemplo de organização e trabalho. As abelhas, que produzem o delicioso mel, a lagarta que de repente se fecha num casulo e através da metamorfose sai de dentro dele um inseto mais bonito e incrivelmente diferente. O cão, exemplo de fidelidade. A imponência do leão, rei das selvas.

E nós, seres humanos? Nosso organismo é de uma complexidade que me soa milagrosa. As células, que nos compõem e são responsáveis por cada função dentro do nosso corpo, formando os vários sistemas que nos mantém vivos. Nossa capacidade de locomoção e nossos sentidos, que nos permitem falar, degustar, ouvir, farejar e sentir o ambiente que nos cerca. E tudo é comandado pelo nosso magnífico cérebro, mais poderoso que o melhor computador da atualidade. Acredito que os projetistas jamais conseguirão construir uma máquina igual ao nosso cérebro.

A inteligência do homem é por tantas vezes surpreendente. É incrível a nossa capacidade de aprender, pensar, arquitetar, calcular. Uma pena que muitas besteiras sejam feitas também. Mas quando a nossa inteligência é usada em equipe e com seriedade, verdadeiras maravilhas são produzidas. Grandiosidades essas que nos fazem perguntar se somos feitos somente de carne e osso.


Eu não sei as poeiras de estrelas, mas nós temos ainda a maior das capacidades, a de amar.
É quando um homem olha para uma mulher, e se apaixona pelo seu jeito naturalmente encantador, conseguindo ver, nos olhos dela, a futura mãe dos seus filhos. O forte sentimento que os unem e levam-nos à união pelo matrimônio, sacramentando assim o desejo que possuem de viverem ao lado um do outro.

O amor de uma mãe por seu filho. A preocupação, a aflição, o desejo que possui de só querer o bem para ele, mesmo que às vezes ela não saiba como agir. Amor também esse que não precisa vir de uma mãe e nem de um pai biológico, mas sim de pais adotivos, outros parentes, ou alguém que ama outro como filho e que daria sua vida por ele. Alguém que se propõe em abdicar de sua vida em função da felicidade de outra pessoa merece muito mais do que ser classificado como Homo sapiens.


O belo sentimento de fraternidade que une as pessoas. A generosidade e solidariedade que brotam lá de dentro (ou pelo menos deveriam), e nos fazem dizer palavras de carinho e consolo para alguém que sofre. A amizade entre duas pessoas, que faz com que saibamos aquilo que nosso amigo sente e quer dizer somente pelo olhar. O poder do abraço e do cafuné que nos pertence para que usemos com nossos afetos. É incrível a capacidade do ser humano em fazer bem para o próximo apenas estando ao lado, servindo de ombro amigo.


E o que falar das crianças? Ingênuas, puras. As quietas e as arteiras, todas sempre levam um pouco de sua pureza e alegria para adultos estressados. E partindo para o outro extremo da vida, temos os idosos, que apesar da grande diferença de idade, são muito parecidos com as crianças em sua ingenuidade e leveza. As rugas aparecem, o corpo torna-se mais vulnerável, e a capacidade física fica debilitada. Entretanto, a sabedoria adquirida ao longo de sua vida é imensa. Uma pena que nem todos gostam de ouvir as coisas úteis que eles tem para compartilhar.


Mas sabemos que nem tudo no planeta Terra são flores. Afinal, temos gente ruim vivendo por aqui. Pessoas que mentem, roubam e matam. Gente que manipula e fere. Há também os pesados fatos da vida. As tragédias, a perda de um ente querido, o fracasso no amor e no trabalho. Sentimentos ruins como a inveja e a ira, que mostram nossa face mais desagradável (e tão humana), e fazem com que a gente chegue no fundo do poço.

Mas não haveria luz se não fossem as trevas, não é mesmo? E é aí que o ser humano então se revela a criatura mais surpreendente que existe. Nós temos garra, temos força de vontade. Vontade de lutar pela vida, lutar pelos nossos direitos e desejos. Lutamos constantemente todos os dias. Lutamos na escola, faculdade, trabalho. Lutamos contra os fatos desagradáveis da vida. Perseveramos em nosso talento e sorte, a fim de realizarmos nossos sonhos.



Sonhos esses que nos elevam. Essa vontade que nos torna maiores do que realmente somos. E então nós percebemos como nosso corpo é limitado. O homem deseja voar, mas não tem asas. Queremos abraçar e ganhar o mundo, mas somos fisicamente pequenos demais para isso. E aí, então, que descobrimos uma coisa... a nossa alma. Ela que grita e que, curiosamente, não parece ser feita de carbono e nem de resto de pó galáctico.


Ah, Big Bang, quanto mistério...
Mas como Tu és maravilhoso.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Renanzices em vídeo

Há vários motivos que fazem com que minha família se reúna. Natal, Ano Novo, aniversário, Dia das Mães e etc. E seja qual for o próposito, tudo sempre acaba numa grande farra. Farra que eu digo é no bom sentido. É aquela coisa bem família, onde todos se divertem contando piada, ou simplesmente algum fato que presenciou.

Nesse fim de semana, o motivo do povo de juntar foi para comemorar o aniversário de 22 anos da minha prima Morena. E eu, como membro de uma família tão animada, fui tomado por espíritos da desinibição, e acabei fazendo algazarra, tentando divertir todos os presentes.

Nesse vídeo, eu faço três piadinhas. Na primeira, que começou a ser filmada já no final, eu fico encenando mosquitos irritantes que voam perto do ouvido de infelizes que desejam dormir.Na segunda, eu imito um trabalhador cansado voltando de trem pra casa. Nessa parte, meu pai faz uma magnífica sonoplastia de tal meio de transporte. E na última, eu conto uma coisa bizarra que vi no ônibus uma vez: uma mulher gigantesca, brigando com seu marido magrelo e submisso, um tal de Daniel.

Apesar de eu ter tirado da filmagem apenas uma pequena parte, o vídeo não está editado. Não tenho muito paciência pra isso. Mas vê aí.

E ainda teve mais coisa. Só que na boa, não to mesmo afim de postar a parte em que eu danço "Cada um no seu quadrado".

Obs.: Eu não bebo.

domingo, 1 de junho de 2008

miliRenan

Estudei, vi a final do Çoletranu do Huck, fui tomar um banho, peguei meu mp3, deitei na cama e fiquei lá escutando minhas músicas. O tempo frio, nada programado para o sábado à noite (domingo não me escapa. Update: escapou!). Tudo isso fez com que eu ficasse com o fone de ouvido detonando meus tímpanos enquanto olhava para o teto, no maior ócio. Então, viro minha cabeça e avisto uma das gavetas do guarda-roupas. A última delas, no baixo, discreta, menor que as outras, quase nunca é aberta. Mas é lá que ficam todos os álbuns de fotografias tiradas pela minha família até hoje.
Por que não? Considero um passatempo divertido e nostálgico olhar fotos antigas. Tão divertido que me empolguei e pensei logo em postar aqui algumas. E para ser mais específico, escolhi as de quando eu era criança.
Apreciem!
Começo com quatro fotos de um passeio que eu e meus pais fizemos para São Loureço, MG, em 1993 (eu com seis anos). Escolhi essas porque apesar da pouca idade, eu me lembro bem desses dias que passamos lá, com muitos detalhes. São especiais. Só não lembrava a data, mas o organizado dad faz questão de colocar a data na contracapa de todos os álbuns, além de mencionar o local e a ocasião.
Eu não me lembro (contradição), mas com certeza estava com medo de tirar essa foto. Eu tinha mó pavor de piscina, lago, mar, enfim... coisas com muita água. Fotos depois, vocês verão que eu superei essa palhaçada.

Passeio de pedalinho na forma padrão de um cisne, que mais parecia o bico de um tubo de mostarda contendo catchup.

Segurando a mão do pai não por ser super carinhoso, mas sim por estar com um medo do cacete de cair na água.

Po, esse hotel em que ficamos não havia uma criança hospedada sequer. Nenhuma. Era só eu para todo o playground. Mas diz aí, gatinho eu né?
Voltamos mais ainda, agora para 1991.

Eu de sunga preta com quatro anos e meu primo Dio com oito tentando jogar uma sinuquinha. Sobre a sunga preta, reparem bem em como ela se posiciona em meu soft bumbum. Não, não reparem! E minha mãe nem pra dar uma ajeitada nela antes de fotografar.

Um amigo do meu pai, sua esposa, minha mãe no lado direito, Dio perto da bicicleta, e eu, meio loiro, com língua de fora e com as mãos formando um gesto que hoje eu considero obsceno.
Não lembro o ano em que essa foto de baixo foi tirada, mas creio esteja entre 1990 e 92.
Sou eu no lado direito com meu primo David. A sempre boa e aconchegante casa da vovó. E por falar em casa da vovó, vamos ao falecido vovô, numa das fotos que mais gosto.
Por você já ter visto as fotos anteriores, creio que não precise que eu me identifique nesta. Até porque uma certa camisa linda o faz.
Seguindo com as imagens familiares, vamos para Taubaté, SP, voltando mais ainda, para 1990, aniversário de noventa anos de uma das minhas bisavós, hoje também falecida como é de se esperar. Aquele tipo de festa que reúne primos e tios distantes de enésimo grau que nem conhecíamos.

Nessa primeira estou eu com 3 anos ao lado da minha prima Morena. Convivemos até hoje, assim como todos os outros primos.


Nessa outra, todos educados se posicionando para o foto ao lado da bisa, e eu chegando para atrapalhar tudo.
Agora é a hora da foto-superação do medo de cair na água.

O pódio era feito com caixas de cerveja, mas to lá eu em primeiro lugar da competição de natação. Eu era realmente bom nisso. Modéstia à parte, não faço idéia de quantas vezes conquistei esse topo entre os 6 e 13 anos. Depois, eu comecei a enjoar das aulas de natação, faltava muito, e fui ficando fraquinho no ranking, até que abandonei de vez.
Partimos agora para a sessão "fotos meigas de colégio que hoje nos causam vergonha". Mas apesar do leve constrangimento, decidi postá-las.

Essa aí até que passa. Estou mais ou menos decentemente bonitinho com meus 3.5Kg de beiço.
O problema dessa é que estou bonitinho demais.

Essa aí nem se fala. Um verdadeiro mico. Desfile de 7 de setembro.
E agora, para finalizar...

... melhor deixar pra lá. Village People total. Não lembro, mas eu ainda cubro na porrada quem pediu para uma criança inocente se vestir e posar assim.
Bom galera, é só. Isso é apenas uma pequena parte das minhas fotos de criança que tenho aqui. Guardadas com muito cuidado e carinho para que eu possa apreciá-las (ou não) no ano que vem.

domingo, 25 de maio de 2008

Dessentimentalizando

Eita! Vários dias sem postar!

Andei meio desanimado em escrever algo, e também estive sem idéias e confesso que ainda estou. Quer dizer... tenho algo em mente para postar há várias semanas, mas preciso de uma certa ajuda de uma certa garota, que inclusive já aceitou (animadíssima, diga-se de passagem) o convite para fazer as fotos necessárias (vai ficar na curiosidade). Só que nossos horários não são nada compatíveis. Mas enfim, um dia esse texto que estou mencionando vai sair.

Por falar em garota, acho que estou ficando com o coração de pedra. Isso mesmo.

Vou explicar. Até quase os 19 anos eu era um ser apaixonado e me derretia facilmente com um sorriso e um cafuné de qualquer bonitinha que fosse, e logo ficava cheio de sentimentos por ela. Eu era um verdadeiro 'bobão' imaturo que não sabia lidar com meus desejos e acabava sempre confundindo as coisas, estragando tudo, pagando de otário, e saindo na pior. É tão engraçado lembrar, que eu acho que vale a pena.

Me lembro da 'X', na sexta série, para a qual me declarei num Jogo da Verdade que minha turma participava no recreio.

"Eu não gosto da 'X', eu AMO a 'X'". Foi o que eu disse em alto e bom som para todos do jogo e principalmente para ela. Poderia ter dado certo se eu não fosse tão tímido a ponto de nunca mais ter tocado no assunto com a bendita menina.

Dois anos depois, na oitava série, a história se repetiu de maneira incrivelmente idêntica. Com a diferença de que dessa vez a coisa foi mais intensa. A 'Y' eu considero minha verdadeira paixão. Essa da sexta série era mais fogo nos testículos recém expelidores de testosterona mesmo. Pela 'Y' eu lembro que foi amor à primeira vista. O olho bateu, o corpo parou, a perna tremeu, o coração palpitou, e o Renan rimou. Essa paixão toda anexou até uma música como tema, que estava nas paradas na época: "Amor I Love You", cantada por Marisa Monte.

"Deixa eu dizer que te amo. Deixa eu gostar de você. Isso me acalma. Me acolhe a alma. Isso me ajuda a viver",

Hahaha... muito gostoso lembrar. Essa música me remete à 'Y' imediatamente. Incrível!

Mas voltando, apesar dessa intensidade toda, a história se repetiu. Praticamente era a mesma turma reunida jogando o bom e velho Jogo da Verdade, quando me perguntam mais ou menos a mesma coisa. "Eu sou apaixonado pela 'Y'". Foi mais ou menos o que respondi, mais uma vez em algo e bom som, assanhando toda a turma, que deve ter considerado aquele o momento mais quente do jogo. E o que aconteceu depois? Nada oras. Não toquei mais no assunto, não a chamei pra conversar. Nada. Não fiz absolutamente nada. E continuei desejando-a, só que dessa vez não mais em segredo. Era melhor nem ter me declarado já que eu não ia tentar investir depois né.

Viu só como eu mudei em dois anos? Só rindo mesmo da minha cara né... mas relevem, eu era uma criança. E além do mais, foi a partir da 'Y' que eu defini o estilo de mulher que eu gosto. Hoje em dia a 'X' não faz mais o meu tipo. Nem a acho bonita. Mas a 'Y' continua linda aos meus olhos.

Enfim, continuando a escadinha do "quanto mais adolescente se fica, mais intensos são os amores", eis que conheço a 'Z'. Não foi bem amor à primeira vista, mas foi um segundo olhar. A 'Z' foi a mulher da minha adolescência. Mas só não foi um fracasso total porque rolaram uns três beijos de alguns minutos cada num certo escurinho. Essa aí me deu trabalho. Carregou meu pobre coração por uns quatro anos (juro!). Ou seja, os três beijinhos não pagaram o preço que foi estar apaixonado por ela.

Mas acho que a culpa foi minha. Eu nunca cheguei diretamente pra ela e disse realmente o que eu sentia. Só mandava indiretas e mais indiretas. E nunca aproveitava as boas oportunidades. Enfim, como último suspiro do meu desejo por ela, escrevi uma carta de amor (por e-mail). Isso pra mim foi uma atitude épica. Eu esperava que depois de lê-la ela viria ao meu encontro, e falasse que sempre sentiu o mesmo por mim. Tolice. Essas coisas não se dizem por carta, são ditas através de palavras e atitudes. Coisas que me foram ausentes nesses quatro anos.

Apesar deu estar parecendo melancólico escrevendo tudo isso, que nada. Como já disse, acho muito engraçado. E foi bom ter passado por todas as essas situações (e outras ainda). Considero hoje a carta que mandei pra 'Z' uma idiotice tremenda. Sério, hahaha, foi muita burrice e muito nada a ver. E aí eu chego onde quero. Mudei.

Não só mudei, mas as coisas também mudaram pra mim.
O que antes era um Renan platonica e enrustidamente apaixonado por garotas que o desprezavam, hoje é um Renan bem mais racional que trata com um certo ar de superioridade as que eventualmente se interessam.

Nos últimos dois anos tenho ouvido coisas que toda pessoa gosta de ouvir: "Estar com você é muito bom". "Sou apaixonada por você". "Quando você vai embora, leva junto toda a graça do local". "Não vá, fique mais". É curioso. Se há uns três anos atrás eu daria um rim pra ouvir tudo isso de alguma bela moça, hoje eu lido com isso de maneira bem cuca fresca, até com um pouco de frieza e indiferença.

Vou explicar. O fato é que atingi um nível de racionalidade nunca alcançado antes. Vivo agora um período em que sou bem exigente e não me derreto mais tanto com um carinho ou um olhar de segundas intenções direcionados para mim.

Pra vocês terem uma noção, uma frase do tipo "Adoro seu cheiro", acompanhada de um xero baiano no cangote, não surte mais tanto efeito em mim se a garota em questão não me desperta grandes empolgações. Antes era só alguma moça piscar pra mim, pra eu ficar todo afim. Hoje em dia, se alguma pisca, eu fico envaidecido, claro, mas não dou mais uma de Zé Mané, conseguindo sempre estragar tudo e sair por baixo nessas situações. Aprendi a encarar de igual pra igual e, às vezes, ser superior.

Sei que estou longe de ser super atraente, bonitão e gostosão. Mas o fato é que justamente o momento em que começo a despertar mais a cobiça feminina, bate com o momento em que estou mais exigente e racional, perdendo toda aquela sentimentalidade ingênua.

Idealizo um tipo de mulher. Ela não é perfeita no contexto geral. Mas eu a vejo perfeita para mim. Perfeita até nos defeitos que eu gostaria que ela tivesse. Dizem que isso é um erro. Que a gente deve se entregar a quem nos ama e parar de escolher muito. Mas acho que aos 21 anos, eu ainda posso me dar ao luxo de buscar aquilo que senti por 'Y' e por 'Z' em alguma que esteja em harmonia com as minhas exigências. Não quero conveniência, quero me apaixonar novamente. O problema é que eu estabeleci uma faixa muito estreita na "reta dos tipos de mulheres" para que isso aconteça. Me preocupo um pouco com isso, mas não quero me desfazer dessa seletividade. Amo o momento que estou vivendo, e os conceitos que construí.

Àquela que não de adequa ao 'Padrão Renan', ofereço apenas a minha amizade. No momento não consigo me apaixonar se ela estiver fora disso, mesmo que me dê moral, faça tudo por mim, me trate como rei. Não dá. E não quero parecer convencido. Não me considero lá grande coisa, mas acho que tenho esse direito de escolha.
Àquela que se adequa, que eu tenha o prazer de conhecer um dia, pois mergulharei novamente na paixão, e lhe darei todo o meu amor, mas sem cartinhas bobas e sem essa de manteiga derretida. Algo mais maduro.

E quer saber, já conheço algumas que se adequam perfeitamente. Falta APENAS meu charme funcionar (uau, haha) e rolar interesse por parte de uma delas.

Ao escrever a frase acima, percebo que tudo se resume num velho problema que atormenta (ou já atormentou) a todos: Gostar de quem não gosta da gente. Mas não quero abrir mão e me entregar ao que se torna mais conveniente primeiro. Um dia eu acerto na loteria.