sábado, 29 de março de 2008

Conflitos Amorosos

Uma das mais famosas cadeiras de curso que existem na vida.

Eis as ementas de cada um abaixo.

Conflitos Amorosos I
- Afinidade
- Amizade
- Introdução à Paixão
- Paixão Platônica em 1a pessoa (eu amo você)
---- Timidez
---- Desabafo com os amigos
---- Presentes de agrado
---- Indiretas
---- Técnicas de sedução
---- Declaração de amor
---- Rejeição em 1a pessoa (não me quer)
---- Humilhação
---- Baixa auto-estima
---- Bar, poesia e tuberculose
- Introdução à volta por cima

Conflitos Amorosos II
- Amplificador de charme pessoal
- Banho de mel
- Paixão Platônica em 2a pessoa (você me ama)
---- Abstração de indiretas
---- Poder sobre outro
---- Manipulação
---- Proveito da situação
---- Charme sem pretensão
---- Chantagem emocional
---- Rejeição em 2a pessoa (não te quero)
---- Elevada auto-estima
---- Popularidade

Conflitos Amorosos III
- Introdução à paixão recíproca simples
---- Charme com pretensão
---- Química
---- O Ficar
---- Anatomia em linguagem Braile
---- Amizade colorida
---- Telefone e Internet
- Relacionamento Sério
---- Namoro
---- Noivado
---- Casamento
---- Família do cônjuge
------- Tópico especial: sogro e sogra
---- Desentendimentos
- Pós-romance
---- Manutenção da amizade
---- O ex

Conflitos Amorosos IV
- Introdução à paixão recíproca composta
---- Triângulo amoroso
---- Quadrado amoroso
---- Figuras geométricas de paixão com 'n' lados
---- Rede liner de paixão
---- Rede circular de paixão
---- Malha complexa
---- Orgias
- Conflitos amorosos de alta ordem
---- Obsessão
---- Adultério
---- Brigas
---- Crime Passional
---- Suicídio


Qual você está cursando, hein?

quarta-feira, 26 de março de 2008

20 + 1 = 21!

Parabéns para mim, êêêêê, também amo vocês!

Não tenho nada para postar no momento, e estou sem tempo. Por incrível que pareça eu me dedico também a outras coisas além desse blog. Só estou escrevendo essa baboseira aqui agora porque é meu aniversário, data que é muito importante... pelo menos para mim. Eu poderia escrever linhas e mais linhas sobre um dia de aniversariantezinho padrão, mas como já disse, não rola agora. Hmm.. mas é uma ótima idéia para um post futuro!

Então, beijos e abraços.

"Renan Versão 2.1, agora mais maduro e sem agrotóxicos".

[atualização] Surpresa do pessoal da faculdade pra mim hoje foi demais! Valeu galera!

domingo, 23 de março de 2008

Duas letras

Oi pessoas,

Sabe, existem duas músicas (que eu me lembre no momento) que descrevem bem as coisas que ando vivendo e pensando ultimamente. São letras antigas, muito conhecidas, e blá blá blá... mas não deixam de ter seu apelo e valor. Analisem.

***

Como uma onda - Lulu Santos/Nelson Motta

Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia --------- {Eita verdadezinha verdadeira}
Tudo passa
Tudo sempre passará --------------------- {Consolo padrão, porém certeiro}
A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito ------------------ {Pode ser um tsunami. Esteja previnido}
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente
Viu há um segundo ------------------------ {Nosso olhar sobre as coisas muda, rapaz}
Tudo muda o tempo todo
No mundo --------------------------------- {O que é errado, pode deixar de ser}
Não adianta fugir
Nem mentir
Pra si mesmo agora ----------------------- {Aceite as mudanças...}
Há tanta vida lá fora ---------------------- {... pra poder usufruir de tudo um pouco}
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar ------------------- {Ainda bem que é assim...}
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar ------------------- {... pois imagine se fosse tudo sempre igual?}

***

Metamorfose Ambulante - Raul Seixas

Prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante ------------- {Mude... faça o teste}
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo... --------------------- {Pessoas sempre convictas são chatas}
Eu quero dizer
Agora o oposto
Do que eu disse antes ---------------------- {Sou ser humano, e jovem. É meu direito}
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo...
Sobre o que é o amor ---------------------- {Amor é complexo. Indescritível}
Sobre o que eu
Nem sei quem sou ------------------------- {A graça é ir descobrindo}
Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou ---------------------- {Aproveite cada momento}
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor ------------------- {Aquela pessoa pode não ser bem isso}
Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator... -------------------------- {Cada época, um personagem}
É chato chegar
A um objetivo num instante --------------- {Trace-o com calma. Há sempre tempo}
Eu quero viver
Nessa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo... -------------------- {Muito bom}

***

É isso. No mais...
Aproveitem o chocolate ganho na Páscoa durante a semana

E não se esqueçam...
O mundo é dinâmico. Jamais seremos idênticos ao que somos hoje daqui a alguns anos.
E que saber... ainda bem!

sexta-feira, 21 de março de 2008

Miguxos S2 Forever

Observe o círculo amarelo abaixo:


Ele diz muita coisa, não é mesmo?

Pois bem. Fora do círculo está a Região de Não-Contato ou Região de Não-Afeto ou Região de Indiferença entre duas pessoas. Nela estão aqueles que não significam nada para você ou aqueles de quem você está afastado por algum motivo, ou simplesmente aquelas pessoas que você ainda não conhece.

Dentro do círculo temos a Região da Amizade. Quanto mais no interior do círculo, maior é a amizade e afinidade entre duas pessoas.

Agora veja:


O círculo vermelho é a Região de Namoro. Quando a amizade entre um casal se torna muito forte e é tomada pela a atração física, a trajetória para dentro deste círculo é comum. Essa região é o máximo atingível num relacionamento.

Vemos, portanto, que a formação das duas regiões nos parece perfeita e bem encaixada. O casal então se conhece (limite do exterior com o círculo amarelo), começa então uma amizade entre eles que vai se aprofundando cada vez mais (interior do círculo amarelo), e então acontece o primeiro beijo (limite do círculo amarelo com o vermelho), iniciando assim um namoro (interior do círculo vermelho).

Seria apenas isso, bem simples, se não fosse a existência de uma outra região. Um lugar sombrio, para onde o membro platonicamente apaixonado de um casal tem pavor de pensar na possibilidade de entrar. Olhe:


O círculo negro é então a tão temível região, chamada de Região de Miguxos S2 Forever.

Rapaz, esse lugar é nada mais nada menos que a pior direção que o seu relacionamento com uma mulher pode tomar. Sabe por quê? Porque ao entrar lá, você jamais irá sair. Você, seu infeliz, terá que conviver com a sua amada como sendo somente a sua melhor amiga, sem a possibilidade de algo futuro. Para viabilizar chances futuras, existe a região amarela. Estando então, seu mané, na negra, você vai ter que se contentar somente com abraços e beijos no rosto.

E o pior de tudo, como um Miguxo S2 Forever, ela praticamente te considera como uma amigA, dividindo com você os seus segredos mais íntimos. Você fica doido, excitado, mas não recebe absolutamente nada mais interessante em troca do que uma pulserinha da amizade eterna, e não terá nenhum outro contato mais íntimo com o corpo dela do que um maldito pacto de sangue que vocês fizeram a fim de que a amizade entre vocês nunca termine.

O nível de miguxismo (e somente isso) é tão extremo, que você a vê de até calcinha de sutiã. Não tem problema, você é o amiguinho dela, e ela nunca vai te dar mesmo. Você sabe todo o ciclo menstrual da fulana, sabe o dia em que ela estará ovulando, e portanto, o dia em que ela está mais adepta ao sexo. Mas não será você que vai plantar a mandioca, seu otário.

Por falar nisso, observe agora abaixo:


A linha adicionada é a órbita que a Região de Miguxos S2 Forever descreve em torno da Região do Namoro. Existe um sentido para isso.

Se você é Miguxo S2 Forever dela, é justamente isso que acontece. Você rodeia a vida amorosa da sua miguxa, mas nunca faz parte dela. Meu caro, você vai saber a média, a variância e o desvio padrão do vetor tamanho de paus que ela já conheceu na vida, mas o seu nunca fará parte do conjunto. Aliás, se sua namorada tem um Miguxo S2 Forever, cuidado! Ele pode saber o seu tamanho com mais precisão que você mesmo, e isso é bem estranho. Imagine só, você chega pro amiguinho dela: “Fala ae, fulano”, e ele responde “Fala ae grande 19,77”.

Pois é, e ainda tem que agüentar aqueles ficantes chatos que ela arruma, e tem que ser simpático com todos eles. O cara vai chegar, e dentro de poucos dias vai conhece-la de uma maneira que você jamais conheceu. E você vai ficar lá, todo trouxa, pensando em todo o tempo que você dedicou à sua amada, se achando o mais injustiçado do mundo... e babando.

E tem mais: Ela ainda vai te contar como foi a transa dela com o outro. Vai falar de tudo o que eles fizeram, de como o cara é bom, e vai elogiá-lo exaustivamente para você. E você só fica mais puto da vida ainda, porque pra ela você não tem lábios, não tem desejo e não tem pinto. Você, para a sua amada, não passa de um homem sem pinto. Isso deve ser muito triste.

Essa região é maldita, é negra mesmo... é um buraco negro. Você entra nessa condição, e fica lá, sugado... tão próximo e tão distante ao mesmo tempo da mulher, carente do afeto dela, e sem nunca ser correspondido.

Tente evitar!

Ps.: Nunca passei por situação de Miguxo S2 Forever, mas já conheci várias vítimas desse mal.

Tipos trajetórias de relação

Trajetória Atração fatal


Trajetória Amizade Fatal

Trajetória Aleluia

Trajetória “Perdeu!”

Trajetória “A fila anda”


Trajetória “Nadou e morreu na praia”

Trajetória União Soviética

Trajetória Amizade Colorida
Pois é, minha gente!

terça-feira, 18 de março de 2008

Tudo tem o seu tempo

Eis uma pergunta padrão que é feita há milênios: Qual o sentido da vida?

Antes que você pare de ler este post e feche a página por estar pensando que eu vou começar a filosofar sobre coisas chatas que não chegam a resposta alguma, espere! O propósito aqui é um pouco menos abstrato, mais compreensível, além de ser uma crítica.

Eu creio que a gente vive para ser feliz. Simples assim.
Quando e falo em felicidade, não é aquela alegria da infância e juventude, e sim a felicidade na adultice, na meia idade, aquela construída por anos até ser concretizada.

Agora, do que precisamos para obtermos essa felicidade? Eu equaciono da seguinte maneira:

Amor + Dinheiro + Realizações = Felicidade

Aí você me diz: "Mas poxa, Renan, dinheiro não traz felicidade"
E eu te respondo: "Vá à merda!"

Eu gosto e faço uso de ditados populares, mas esse aí precisa ser urgentemente modificado. O correto seria: "Dinheiro por si só não traz felicidade", pois a ausência de verdinhas do bolso deve dificultar e muito a presença dela.

Nem vem que não tem. Não existe esse de: "Ahh, meu bem, nossos filhos estão com fome porque não temos dinheiro para comprar comida, mas eu sou muito feliz". Porra nenhuma! Dinheiro é um dos pilares para a felicidade, e tenho dito.

E sobre as realizações acima, eu me refiro às pessoais e profissionais.

Então, beleza... para sermos felizes, basta vivenciarmos o amor, sermos pessoas realizadas, e termos dinheiro. Vamos então à análise. Como conseguimos essas três parcelas?

Na dinâmica social e capitalista na qual estamos inseridos, o certo é a realização profissional e o dinheiro serem a busca inicial. Claro, temos o amor da mãe, do pai, da avó e etc. Esses aí nos acompanham por toda a vida e devem ser preservados e vividos com intensidade. O que eu quero dizer é que as coisas devem ser feitas por etapas.

Nos meus quase 21 anos de idade, o que é prioridade pra mim? Eu respondo. Minha faculdade! Claro... tem Deus, família, coisa e tal... mas isso são prioridades padrões, que deveriam ser comuns a todos por toda a vida. To falando de prioridades que variam.

Portanto, dentre essas, no período em que vivo, nada é mais importante pra mim do que a luta por uma profissão, um bom emprego e estabilidade financeira. Pronto. Nada de engravidar namoradinha e morar junto. A minha cabeça funciona assim: entre uma suposta namorada e a minha faculdade, aos 21 anos, eu escolho a faculdade, SEM NEM PENSAR MUITO.

Namorada agora pra mim é aquela que adoro e por quem eu sou apaixonado (e não doente de amor), que busca os sonhos dela da maneira dela, e que encontro às vezes depois das aulas e nos fins de semana para curtir aquele namoro gostoso, a química da saudade. E nada mais, sem exageros. Cada um na sua casa, e cada um com o seu objetivo de vida distinto e prioritário.

Tudo tem o seu tempo. E pra mim é tempo de buscar as parcelas Dinheiro + Realização Profissional. Entao a namorada fica SIM em segundo plano por enquanto, e a mulher que não compreende isso, roda. Deve ser por isso que eu estou solteiro, hahaha. Mas po, o tempo agora é de ralar para conquistar uma vida boa lá na frente.

Aí você pode me dizer: "Mas, Renan, você diz isso porque não está apaixonado por ninguém agora. Se estivesse, pensaria diferente".

E quem te disse que estar apaixonado te faz pensar corretamente? O correto é então eu me envolver emocionalmente de maneira intensa com alguém, ao ponto de abandonar o resto? Claro que não... deve haver um certo equilíbrio, mas a minha vida e individualidade devem estar um pouco mais na frente do que as outras coisas nesse momento. Essa é a idade do EU.

Depois de formado, empregado e com uma vida financeira legal, aí sim... começo a dar mais importância à parcela restante: O amor. Deixo de lado o EU, e aquela namoradinha que ficou em segundo plano lá na época do colégio e da faculdade passa ser o objetivo da minha vida, e recebe de presente uma linda aliança na mão direita, que se tornará, tempos depois, uma mais-linda-ainda aliança de ouro na mão esquerda, símbolo do meu amor e da minha gratidão pela sua compreensão de anos.

Aí, eu curto bastante minha vida de casadinho, e após isso, é hora de procriar.
Os filhos, então, são bem sustenados e criados, afinal a estabilidade financeira foi conquistada. E as coisas dão muito mais certo do que dariam se eu desse com os burros n'água e me juntasse com alguém na época em que deveria estar estudando em busca de um bom futuro ou quando não tivesse um tostão furado no bolso.

Então, com a família construída, eu obtenho realização pessoal, e vivo o amor.

E pronto:

Tenho dinheiro (pelo menos para levar uma vida sem grandes preocupações), tenho uma boa profissão, sou realizado nesse aspecto, tenho uma família bem estruturada e construída em bases sólidas, e amo muito minha esposa e filhos, que são, no final das contas, as coisas mais preciosas que tenho na vida.

Tendo isso, deverei ser feliz!

Claro que as coisas não saem sempre da forma que planejamos. E nem sempre se tem condições para buscar essas coisas assim de forma tão direita e racional.

Mas que eu vou tentar, ah, eu vou!

sexta-feira, 14 de março de 2008

Pet Renan - Parte II

Hello, minha gente.
Ouvi algumas reclamações quanto ao tamanho da parte I deste post. Mas po, é difícil pra mim me expressar bem usando poucas palavras. Gosto de dar detalhes. Bom, vou tentar economizar nas palavras. Mas no galo não rola. Preciso descrever bem sobre ele. Mas vou tentar ser um pouco mais breve nos outros.
Vamos então à segunda parte.

Ainda os que já se foram...

Hamter II (SM)

Dessa vez eu havia comprado um hasmter chinês (aquele cinza com listras pretas). Coloquei, insanamente, o nome Siro Mário (com S mesmo) nele. Não me perguntem o porquê, eu já disse... insanamente. Foi o que durou mais. Quase três anos eu acho. Esse sim tinha qualidade de vida. Vivia numa gaiola ideal e bem equipada, com direito a rodinhas anti-stress e tudo mais. Viajou até comigo no carnaval em um ano aí, lá pra Angra dos Reis. Era um rato viajado.

Coincidentemente, ele morreu no dia do meu aniversário. “Parabéns, meu filho. Seu hamster morreu”, disse mamãe na época. Mas nem fiquei muito triste. Aceitei na boa. Já tava virando hominho. Ah, ele morreu de caxumba.

Tipo, não sei do que ele morreu pra falar a verdade, mas era um troço gordo que se alojou em uma das bochechas dele. Aí falei que era caxumba mesmo.

Galo

De todos os bichos de estimação que tive, o galo foi o mais emblemático. A história já começa curiosa. Até a alguns anos atrás, era costume a venda de pintinhos coloridos na feira por aqui. Não sei se isso tinha em outros lugares. A coisa funcionava assim: os pintinhos nasciam e algum sem noção pegava os infelizes, tingia-os com cores diferentes, e os colocavam dentro de uma caixa de papelão e iam pra feira vender para criancinhas.

Tinha pinto verde, amarelo, roxo, vermelho, rosa... de tudo quanto é cor. Era impossível para uma criança passar perto e não pedir pro seu adulto responsável comprar um. Tipo, na verdade era impossível para um adulto passar perto sem pelo menos exclamar algo sobre a “fofura” dos mini chicken.

E lá estava eu, feliz, passeando pela feira, quando escuto barulhos de “pio”. Olhei para o lado e minha visão detectou um monte de bolinhas de penugem coloridas e estressadas pulando uma em cima da outra. Perguntei o preço, recebi a resposta “é um real guri”, tirei uma moeda do bolso e escolhi o pintinho de cor roxa, aparentemente o mais quieto de todos.

Voltei então para casa, contente, com o meu pinto roxo na mão, mostrando para todos os vizinhos. Cheguei, arrumei logo um canto para ele, comprei os milhos picados para filhotes, e pronto, fiquei satisfeito. Era mais um ser em minhas garras. Engraçado que não dei nome pro roxinho. Aliás, eu o chamava de Roxinho quando ele ainda era pintinho, mas não era bem um nome. Eu não o chamava sempre assim.

O tempo foi passando, e meu pintinho foi crescendo e crescendo. Tornou-se um pinto bem desenvolvido e eu cada vez mais gostava do que via, ao olhar para baixo, para ele, com mais penugem. A cor roxa foi desaparecendo e a branca foi tomando conta do fenótipo dele. Num piscar de olhos ele virou um galo, com direito a crista, penas e cantoria às 5 da manhã, deixando todos em casa putos.

O galo era meu defensor. Alguém chegava lá em casa e ele logo abria as asas, e corria atrás do indivíduo fazendo “cóóóó”. Era bem engraçado. Como podia uma porra de um pinto roxo comprado por um real numa feira, nas mãos de um malandro, ter se tornado um galo que era meu guardião? Tive sorte, porque esses bichos coloridos não costumavam viver muito. A tinta geralmente fazia mal a eles. Mas não, o meu era purple chicken with lasers, bombadaço.

Mas claro, não viveria para sempre. Envelheceu, ficou meio doentinho que nem o dono, e foi arriando aos poucos. O fatality foi dado pelos filhotes da última cria de Catita (a literal e metaforicamente cachorra), que só queriam brincar com ele, só que em sua fase debilitada, logo o machucando mais.

Espero sinceramente que meu galo esteja cacarejando no céu.

Agora os que ainda vivem...

Hanks

Um dos filhotes de Catita responsáveis pela morte do galo. Ganhou esse nome da minha mãe, em homenagem ao ator Tom Hanks, que iria adorar saber disso. Faz tempo que Hanks não cruza. A última vez com sua mãe, numa relação picante e incestuosa.

Eu sou o único da casa que converso com o cão. Chego da faculdade e começo a uivar para ele, que prontamente atende com intensas uivadas. E assim levamos a vida. Os vizinhos devem achar que eu não bato muito bem da cabeça. 50% porque eu converso com um cachorro e 50% porque eu faço Engenharia Eletrônica.

E Hanks ta aí, vivendo, e ultimamente tem se sentido diminuído pela presença dos dois novos amiguinhos do lar descritos a seguir.

Jolie

A mais nova integrante da família. Chegou aqui no carnaval desse ano após comover meus pais com sua infeliz história de gatinha abandonada na calçada. O nome também foi dado pela minha mãe, em homenagem a atriz Angelina Jolie, que já está cansada de saber que é gata.

To manjando a Jolie aos poucos. Ela me soa interesseira. Quando eu vou brincar com ela, a bicha fica miando, cheia de palhaçada e querendo se esquivar. Na hora de dormir, ela sobe na minha cama e fica cheia de dengo, só pra passar a noite confortavelmente. Conheço outros casos assim. Tô de olho, dona Jolie.

Hamster III (SM II)

É do meu irmão. Também chinês. Ele o chama de Jhonny, mas eu não aceito, pois Siro Mário II é um nome muito mais bonito e clássico para mim. E é assim que eu me dirijo a ele.

É um ratinho que além de dormir o dia todo, faz outras coisas bem legais como mijar na minha mão, rodar sua rodinha a noite toda (nhé nhé nhé nhé) e entrar atrás do guarda-roupa me fazendo gastar um tempão tentando tirá-lo de lá para que não suma.
Jolie o adora.


Cadeia Alimentar

Reparem bem:
Cachorro -> gato -> rato.
Clima tenso por aqui como vocês podem imaginar.

E agora, o último...

Sebastião

Adivinhem o que é o Sebastião?
Algum palpite?

Num belo dia, minha tia, inconsciente dos perigos (doenças) de se ter um bicho desses por perto, voltou da praia com um... caramujo.

Sim, ela simplesmente voltou com uma geleca maldita na mão e enfiou no quintal, na parte de terra que havia ficado para as plantas após a obra para encimentar tudo. E ainda coloca o nome do meu bisavô nele, deixando meu falecido avô enfurecido na época, e provavelmente meu biso mais-que-falecidíssimo louco lá no plano superior.

Tipo, eu não conheço mais ninguém que tenha um caramujo como bicho de estimação. Manifeste-se se você for um, leitor.

Já não vejo Sebastião há mais de um ano. Ele só aparece na superfície em períodos de chuva, caso contrário, fica de baixo da terra. É um ermitão. Aliás, ta chovendo, vou lá ver se consigo localizá-lo, e jogar aquele bicho fora. Eu hein... aquilo é uma praga.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Pet Renan - Parte I

Toda criança quer ter um bicho de estimação. Se não quer, é porque não é mais criança. Se é criança, mas não quer ter um, é porque não é normal. Fato!

E eu não fugi a regra. Adorava cuidar de um pobre ser vivo indefeso. E não posso reclamar. Tive todos os que eu quis. Tudo bem que eu tinha (e tenho) sorte, afinal, minha casa tem um quintal enorme, e que há algum tempo atrás era de terra e abrigava trocentas árvores. Hoje está encimentado e só restou um coqueiro no meio, que em conjunto com a lua, forma uma visual bem legal, parecido com um oásis no deserto à noite. Ah... Imaginem como seria um oásis no deserto à noite. Eu consigo.

Mas o fato é que ter um bom quintal e um pai que é filho de mineiro vindo da roça, adepto a criação das bicharadas (meu vôzinho que já não está mais entre nós), foi fundamental para que eu tivesse um zoológico em casa. Outro detalhe é que esse meu avô morava no quintal de baixo junto com a sua segunda esposa, que eu chamo de tia e que ainda mora lá. E ela também sempre gostou de criar animais.

Para vocês entenderem melhor, aqui está o esquema dos quintais, beeeem esboçado.

O portão indicado na figura geralmente ficava aberto, facilitando o tráfego de seres.

Enfim, o propósito deste post é falar sobre as adoráveis criaturas que já viveram e ainda vivem com minha família, comendo de graça e sem precisar pagar IPTU.

Os que já se foram...

Luky

Um belo dia, meu pai chegou em casa com um filhote de cachorro preto, metade vira-lata e metade Collie, debaixo do braço. Luky foi o primeiro animal que tivemos. E eu meu primo Mauro tínhamos seis e cinco anos (eu acho), respectivamente, na época, e éramos dois pirralhos atentados.

Fácil crer que Luky sofreu em nossas mãos. Puxávamos o rabo dele, cutucávamos o bicho com pedaço de pau, e até tapa de graça o infeliz recebia. Isso fez com que o inocente canino crescesse com um trauma de criança mais que justificável. Bastava um pentelho aparecer na frente dele, que o cão mudava seu olhar calmo e sereno para um olhar de ódio mortal, doido para esganar a pobre miniatura de gente com sua sede por vingança. Ele realmente tomou raiva de qualquer criança.

Meu irmão mais novo, Lucas, sofreu esse ódio na pele anos mais tarde. Uma vez estava eu na sala vendo TV e minha mãe na cozinha, quando então Luky emite um som assombroso de quem está estraçalhando alguém no quintal. Eu e mother imediatamente corremos até o local, mas ela escorregou e caiu no chão, e eu então fui o responsável pelo salvamento do meu mano das garras do enfurecido cachorro. Lucas ganhou uma bela dentada no couro cabeludo e até hoje exibe uma cicatriz.

Luky morreu anos mais tarde, vítima de uma infecção maluca generalizada e, provavelmente, de raiva, muita raiva... de gente pequena.
Ta, ok, eu fui mal.

Tieta e Catita

Eram as cadelas do meu avô. Mãe e filha, respectivamente.

Tieta chegou lá em casa ainda filhote um pouco depois do Luky, seu futuro parceiro sexual. Tempos mais tarde, rolava acasalamento por todo o lado entre eles. E eu, curiosamente, ficava observando os dois, agarradinhos, de quatro, se amando em plena luz do dia (by Mamonas Assassinas). Numa dessas cruzadas sensacionais, Tieta embuchou, e meses depois, deu à luz a Catita e a mais uma penca de vira-latinhas.

Catita era uma verdadeira cachorra. Sim, uma vagabunda. A maior que já existiu no bairro. Ô bicha pra gostar de dar. Seu lema era: “Dou muito e para muitos”. Várias vezes ao sair de cada pra ir pro colégio, eu me deparava, no portão, com um bando de cachorros fissurados na danada no cio. Mal eu podia sair. Tinha que abrir a torneira do quintal e jogar água naqueles pulguentos infelizes. Isso quando eu não chegava lá, e Catita já estava se enrabando com um qualquer, com a língua pra fora e uma expressão de prazer que me dava nervoso.

Tipo, meu avô era da roça. Então ele não ligava pra essa coisa de castrar e nem de proteger a canina como filha. Era só a vacina anual e olha lá. Por isso, Catita ficou prenha varias vezes, e sabe-se lá quem eram os papais. Os filhotes eram dados, e então a piranha voltava a ficar livre para mais um ciclo de orgias com seus amiguinhos da vizinhança.

Tieta ficou cega, e teve um tumor maligno que lhe tirou a vida aos 13 anos de idade mais ou menos. Nos últimos dias de vida, o troço já estava tão avançado que você não via mais a cadelinha. Via só uma bola crescendo cada vez mais e parasitando o corpo da coitada. Tieta já não tinha mais um tumor. O tumor que tinha a Tieta.

Catita morreu no mesmo ano, após sua ultima ninhada, adivinhem de que? Infecção na xerequinha! Deu bicho. Claro! Nada mais obvio para uma cadela meretriz profissional. Cachorros da vizinhança uivaram por dias após sua morte.

Touché e Sacha

Eram as duas tartarugas (jabotis na verdade, mas tartaruga é um nome mais legal) da minha tia. A primeira era a mais velha, mas elas não tinham relação de parentesco.

Touché tinha um hábito particularmente bizarro o nojento. Ela comia cocô. Sim... cocô, fezes, merda... isso mesmo. Mal os cachorros cagavam e lá estava ela, fazendo o seu lanchinho da tarde, toda feliz, antes mesmo que algum humano pudesse detectar a bosta e limpar a sujeira. Isso porque ela era uma tartaruga.

A bicha gostava da coisa mesmo. Várias vezes a gente passava pelo portão que dividia os dois quintais, e encontrávamos Touché, virada com o casco pra baixo, porque havia tentando subir a escada pro meu quintal em busca do cocô do Luky, que deveria ser mais saboroso, já que ela persistia tanto. Ta, tudo bem, às vezes era eu que a virava. Mas sabe, ela era um animal feliz. Imagine você num lugar amplo, e ao seu horizonte surgisse um montinho de chocolate quase da sua altura. Era isso que acontecia. Legal não?

Sacha era mais caseira. Ficava geralmente dentro da casa da minha tia e do meu avô e era bem mais limpinha. Não tive tanto contato com ela como tive com a Touché. Alias, voltando a falar dessa ultima, não sei qual foi o fim dela. Deve ter se afogado em alguma caganeira. Já o de Sacha foi trágico.

Sacha tinha a mania de dormir na garagem, debaixo do carro. Certa vez, meu pai saiu para trabalhar, deu a marcha ré e... PLOC! Ploc? Uma pedra? Quase... Era a pobre da Sacha, meio amassada, sangrando. Horrível não? Pois é. Ela foi enterrada no quintal mesmo. Será que o casco fica como fóssil?

Peixes

Foram tantos, que não sei quantificar. Volta e meia eu voltava da rua com um saquinho plástico com água abrigando um peixinho colorido. No início, eles morriam no mesmo dia. Eu não sabia cuidar, e enchia de comida. Entupia mesmo e água ficava muito suja, cheia de partículas, e eles morriam. Depois fui aprendendo, e eles passaram a durar mais... uma semana. Tipo, eu tinha compulsão por comprar peixes. Eu ia à loja, sabia que eles iam morrer, mas comprava. E eu nem ficava feliz em ter peixinhos no aquário. Foram os bichos que eu menos gostei de ter. Isso porque era muito baixo astral chegar do colégio e ver os pobrezinhos de olhos esbugalhados, barriga pra cima, boiando na superfície.

Desisti de peixes, mas usei o aquário para...

Hamster I (sem nome)

Ah, o primeiro hamster a gente nunca esquece. Era a febre dos tais ratinhos na época. E eu, lógico, providenciei o meu. Só esqueci da gaiola. Mas isso não era problema. Usei o aquário como habitat do rato. Sim, eu criava um hamster num aquário... sem água, claro. Foi o primeiro bicho que eu me apeguei de verdade. Durou pouco tempo, pois ele cresceu, e o aquário (que já era pequeno) se tornou pequeno demais pra ele e o danado conseguiu escalar e fugir. Resultado: voltei da escola e ele já não estava mais lá. Passei o dia todo chorando e procurando-o. Acusei minha mãe e meu irmão na época, haha.

Periquitos

A criação desses passarinhos tomou uma proporção imensa. E o final dessa historia é bem filme terror.

Minha prima Ane tinha um casal de periquitos. Uma vez fomos na casa dela e meu pai perguntou: “Qual o nome do periquito?”. “Não sei”. “E da periquita?”. “Sei lá”. E ficaram esses nomes mesmo, Não Sei e Sei lá. Por algum motivo, ela deu os pássaros pra mim, junto com a gaiola. E lá fui eu com a periquita da minha prima na mão e com o meu novo periquito, todo contente.

Somou-se a Não Sei e Sei lá mais um casal dessas aves em meu lar (e agora eu sei rimar). Só que em outra gaiola. Querendo misturar logo todo mundo, numa bela manha de sábado, meu pai começou a construir o que seria, horas depois, um viveiro. Ficou enorme e bem legal. E foi pra lá que foram os casais.

Sentindo-se felizes por terem mais espaço, logo as aves começaram a procriar violentamente. Os periquitos eram a atração de quem ia lá em casa. A gente podia ver dentro de casinha de cada casal, os ovos colocados pela fêmea. E depois, acompanhávamos o nascimento e desenvolvimento deles. Era bem interessante ver a mistureba de cores que saía em cada bicho. Um deles saiu deformado. Ele não podia voar e era o mais feio. Eu o odiava. O mais bonito era um que tinha uma mistura de cor branca com azul claro. Coloquei, modestamente, o meu nome nele.

Tudo estava indo muito bem, até aquela noite...

Fomos dormir, e na manha seguinte, o susto. O viveiro tinha um buraco. Havia um periquito morto no chão, e um só com a cabeça! O mais bonito tinha sido comido ou havia fugido, e uns três se encontravam escondidos ainda lá, assustados. Provavelmente um gambá ou um gato tinha feito a festa durante a noite. Foi frustrante demais ver aquela cena terrível. Um dos três era o deformadinho... Imaginem só, ele escapou. Que lição de vida eu tomei.

Meus pais e eu ficamos desanimados e demos esses que sobraram pra uma vizinha.

Codornas

Apareceram lá em casa na onda dos periquitos. Também eram criadas no viveiro, junto com eles. Eram carecas, porque os periquitos gostavam de surfar em cima delas e ficam puxando a penugem da cabeça. Colocavam, cada uma, um ovo por dia. Minha refeição de todo santo dia naquela época era: arroz, feijão, mais alguma(s) coisa(s) e ovo de codorna.

Uma vez, fui brincar com uma delas. Jogava ela pro alto e ficava observando-a planar, batendo as asas, até pousar. Até que uma hora lá, eu joguei pro alto, e ela planou, só que atravessou o muro do vizinho. Ao perder a galinha de vista (desapareceu atrás do muro), ouvi os latidos do cachorro gigantesco da vizinha. Nunca mais a vi.

As codornas foram dadas com os periquitos restantes da terrível chacina.

Ainda faltam mais seis. Cansei de escrever agora.
Postarei depois.

domingo, 9 de março de 2008

Fator Ana Clara

Parabéns, Mulher!... atrasado! Qual o seu "fac"? Não sabe o que é isso? Então leia.

Há cerca de 1 ano atrás, o estudante africano Inucivis Gibnori aprofundou seus estudos sobre beleza feminina extrema. Sempre quando lidava com experimentos de alto teor belezórico, Gibnori se deparava com um um mesmo número em seus cálculos. A esse valor, ele chamou de constante Ana Clara (sua musa), que vale aproximadamente 10,0.

Ana Clara = 10,0

Gibnori observou também que esse número jamais era ultrapassado em suas análises. A constante Ana Clara era o máximo atingível no quesito "mulher bonita". Satisfeito com os resultados de suas experiências, o estudante desenvolveu uma teoria acerca do que convencionou ser o fator Ana Clara (White Ann Factor).

O fator Ana Clara (fac) calcula-se da seguinte maneira:

fac = [(qualquer mulher)/(Ana Clara)]

Como já foi mencionado, segundo Gibnori, a constante Ana Clara é a máxima linda suprema estabelecida, sendo que os valores bonitifíricos do restante mortal está dentro do conjunto [0 , 10,0[. Logo, é fácil concluir que o "fac" é um valor entre 0 e 1.

O "fac" de Ana Clara é, portanto, igual a 1. Nenhuma outra mulher possui fac = 1.

fac(Ana Clara) = 1

Esse estudo revolucionou a noção de beleza feminina. Agora, podemos quantificar o quanto uma mulher é bela. E Gibnori não parou por aí. Após toda sua teoria desenvolvida, ele estudou alguns casos de mulheres e ficou feliz pela possibilidade de uma analogia mais refinada. Veja abaixo uma tabela com os "facs" de algumas mulheres.

Ana Clara ------------------------1,00000

Natália Guimarães -------------- 0.95000
(Miss Brasil atual)

Fernanda Machado
(a 'Maria' de 'Tropa de Elite') ----- 0.92333

Carol Castro
(atriz de 'Beleza Pura') ----------- 0.85000

Grazzi Massafera
(ex Miss Brasil) ----------------- 0.83222

Amanda
(do post anterior) ---------------- 0,80000

Perlla
(Funkeira) ----------------------- 0,75000

Tati Quebra-Barraco
(Funkeira) ----------------------- 0,00001


Gibnori ainda surpreendeu a comunidade científica ao estabelecer que a "ovacionada por ser gostosa" Kelly Key possui um "fac" de apenas 0,40000.

Natália Guimarães: Detentora do segundo maior "fac" conhecido atualmente, 0,95000, perdendo apenas, claro, para a Ana Clara. Claro! Ana Clara! Hahaha.


Tati Quebra-Barraco: Um tenebroso "fac" de 0,00001.
(Há ainda a possibilidade de um valor negativo para ela).


Kelly Key: "fac" de somente 0,40000. Polêmica.

Para melhor entendimento, veja o "Espectro de Beleza" abaixo, com as devidas classificações.
Valores negativos para "fac" ainda estão em estudo.

E então mulher, qual o seu "fac"?
Lembre-se: Gibnori estipulou que ele não pode jamais atingir o valor 1 para você, fêmea mortal.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Alexandre e Amanda

No post "Desliga você!", eu escrevi uma típica conversa no telefone entre dois adolescentes apaixonados. E mais: coloquei no ínicio que essa melosidade toda pode ser aplicada a duas pessoas adultas, quando essas também são atingidas pelo cupido.

Querendo, agora, tratar o assunto (a paixão) de maneira mais séria, escrevi o conto abaixo.

"Alexandre é executivo de uma grande empresa. Sempre foi um homem sério, com aversão a badalações e à promiscuidade. Seu único objetivo era aprimorar sua vida profissional, até que um dia, ele começou a ter contato com uma mulher que trabalhava na mesma empresa. O nome dela é Amanda. Ela é descolada, expansiva e gosta de festas.

De início, eram contatos puramente profissionais. Mas, a inteligência e sensualidade de Amanda fez com que Alexandre se encontrasse logo apaixonado. Os dias iam passando, e os dois já não falavam mais somente em negócios. Ficaram amigos íntimos. Falavam sobre a vida, namoro e até sexo. E Amanda fazia questão de jogar seu charme para cima do rapaz e falar palavras soltas, as famosas indiretas. Alexandre, inexperiente, ficava cada vez mais confuso e desabafaba com outros amigos sobre a sua situação. Afinal, Amanda dizia que gostava de um cara, um caso antigo, além de ser uma mulher muito diferente dele.

Essa relação foi se estendendo por alguns meses, com altos e baixos. Ora Amanda não estava nem aí para Alexandre, e ora voltava, como se nada estivesse acontecido, com o chamego de sempre. O ponto alto dessa história toda foi, certa vez, quando os dois tiveram uma conversa, com altas revelações. Amanda explicitou seu interesse por Alexandre, envolvendo-o cada vez mais. Por conta disso, ele passou dias atordoado, louco para tê-la nos braços, mas ela disse que eles ainda teriam tempo.

Após esse episódio, Amanda novamente se afastou e começou a tratá-lo mal, alegando que desejava que ele fosse diferente, um pouco mais descolado. Alexandre ficou mais confuso, e ainda hoje, não sabe o que fazer quanto a isso, afinal ele não merece as ofensas ditas pela mulher amada.

Os dois continuam mantendo contato, porém é uma relação tensa... próxima, mas tensa. E pode explodir a qualquer momento"

Agora, vamos às questões:

- Estaria Amanda mesmo interessada em Alexandre, ou é apenas jogo, para produzir mais e melhor na empresa?
- Amanda é uma má pessoa, ou está tão confusa quanto Alexandre, por estar interessada em alguém tão diferente dela?
- Alexandre deve ceder, ou seja, abandonar um pouco seus conceitos quadrados e sua personalidade, para viabilizar esse romance?
- Os amigos de Alexandre devem intervir para o bem do companheiro?
- Alexandre deve esquecer essa paixão, e voltar a focar somente em sua vida profissional?
- Alexandre deve cortas laços com a (supostamente) malvada e interesseira Amanda?
(...)

Paixão confunde! Completamente...
Aposto que Alexandre acha matemática infinitamente mais fácil!

domingo, 2 de março de 2008

Engenhalipse Apocatrônica

Caro leitor,
É o seguinte. Desafio você a estar fazendo (ou ter feito) um curso mais difícil que o meu na faculdade. Na boa, a Engenharia Eletrônica é um nome dado a uma série de acontecimentos catastróficos e torturantes ao longo de 5 anos (2% dos alunos) ou mais (98% dos alunos).

(A leitura abaixo é específica. Você corre o risco de não entender porcaria nenhuma, caso não seja da engenharia. Portanto, não julgue este blog ruim (ainda) por conta deste texto. Leia os outros).

Após três meses de silêncio, o quarto anjo dará lugar ao quinto no toque da trombeta apocalíptica. Ao todo, são dez anjos. Descrevo abaixo os últimos acontecimentos dessa tortura profética que ainda falta muito para terminar.

No início de 2006, uma coisa chamada classificação no vestibular acionou os anjos, suas trombetas e trouxe pragas. Depois disso, cada anjo vem tocando sua trombeta de forma seqüencial, trazendo muitos males, e causando choro e ranger de dentes.

O primeiro anjo tocou a trombeta...

Surgiram então das profundezas do inferno, duas bestas, X.C. e C.R, comandando suas armas poderosíssimas, Cálculo I e Física I, respectivamente. Esses apetrechos diabólicos mutilaram integralmente vários inocentes, causando a queda de seus corpos, rígidos e pálidos, no chão. A terça parte dos seres foi atingida. Alguns foram fatalmente atingidos, outros suportaram a dor, mas sofreriam posteriormente com o toque do segundo anjo.

O segundo anjo tocou a trombeta...

E então luzes piscantes apareceram no céu. Eram luzes confusas, que acendiam e apagavam seqüenciamente, com lógica inteligível para os mortais. A terça parte dos alunos sofreu ataque epilético. Do chão, o esgoto brotou, o meio ambiente foi contaminado, e dois demônios foram trazidos, um chefe e um aprendiz, ambos egocêntricos e sujos de vala. Caiu ainda do céu, um horripilante projétil final, que perduraria durante todos os toques trombéticos seguintes, causando sofrimento e angústia.

O terceiro anjo tocou a trombeta...

E então um russo, um argentino e o capitão Nascimento foram coroados ditadores das trevas, com o objetivo de exterminar a raça resistente. Utilizaram-se de armas muito complexas, de n dimensões e de choque elétrico com alta amperagem. Figuras geométricas estranhas com cortes longitudinais brotaram da terra, caíram do céu e inundaram mentes, antes sãs. E ainda... duas bestas gêmeas chamadas Laplace e Fourier transformaram para pior a vida dos mártires. Metade dos alunos foi executada, sem dó nem piedade.

O quarto anjo tocou a trombeta...

E a terra tremeu, enquanto todos levavam um choque elétrico ainda mais forte, causado por um violento curto-circuito (cirqüito). Com o terremoto, rochas naturais foram esculpidas e polidas, formando algo parecido com uma pista de boliche. Um grande pino, então, surgiu no horizonte. Atuando de forma insana, como uma bola de três furinhos, o grande pino veio sobre os alunos enfurecidamente, ferindo e causando choro. Uma besta com nome parecido com o de um super-herói surgiu, paradoxalmente, como um vilão, trazendo blocos básicos de pedra e microtorturadores de gente. E ainda... uma outra besta desceu à terra, na velocidade da luz. Seu olhar infravermelho atordoava. Ela parecia jovem e velha ao mesmo tempo, era tudo relativo. Isso causou ainda mais confusão e desespero, disseminando um estresse generalizado.

E agora, portanto, só me resta exclamar:
“Acudam! Acudam! Pois o quinto anjo está prestes a tocar a trombeta...”

Amém!