sexta-feira, 14 de março de 2008

Pet Renan - Parte II

Hello, minha gente.
Ouvi algumas reclamações quanto ao tamanho da parte I deste post. Mas po, é difícil pra mim me expressar bem usando poucas palavras. Gosto de dar detalhes. Bom, vou tentar economizar nas palavras. Mas no galo não rola. Preciso descrever bem sobre ele. Mas vou tentar ser um pouco mais breve nos outros.
Vamos então à segunda parte.

Ainda os que já se foram...

Hamter II (SM)

Dessa vez eu havia comprado um hasmter chinês (aquele cinza com listras pretas). Coloquei, insanamente, o nome Siro Mário (com S mesmo) nele. Não me perguntem o porquê, eu já disse... insanamente. Foi o que durou mais. Quase três anos eu acho. Esse sim tinha qualidade de vida. Vivia numa gaiola ideal e bem equipada, com direito a rodinhas anti-stress e tudo mais. Viajou até comigo no carnaval em um ano aí, lá pra Angra dos Reis. Era um rato viajado.

Coincidentemente, ele morreu no dia do meu aniversário. “Parabéns, meu filho. Seu hamster morreu”, disse mamãe na época. Mas nem fiquei muito triste. Aceitei na boa. Já tava virando hominho. Ah, ele morreu de caxumba.

Tipo, não sei do que ele morreu pra falar a verdade, mas era um troço gordo que se alojou em uma das bochechas dele. Aí falei que era caxumba mesmo.

Galo

De todos os bichos de estimação que tive, o galo foi o mais emblemático. A história já começa curiosa. Até a alguns anos atrás, era costume a venda de pintinhos coloridos na feira por aqui. Não sei se isso tinha em outros lugares. A coisa funcionava assim: os pintinhos nasciam e algum sem noção pegava os infelizes, tingia-os com cores diferentes, e os colocavam dentro de uma caixa de papelão e iam pra feira vender para criancinhas.

Tinha pinto verde, amarelo, roxo, vermelho, rosa... de tudo quanto é cor. Era impossível para uma criança passar perto e não pedir pro seu adulto responsável comprar um. Tipo, na verdade era impossível para um adulto passar perto sem pelo menos exclamar algo sobre a “fofura” dos mini chicken.

E lá estava eu, feliz, passeando pela feira, quando escuto barulhos de “pio”. Olhei para o lado e minha visão detectou um monte de bolinhas de penugem coloridas e estressadas pulando uma em cima da outra. Perguntei o preço, recebi a resposta “é um real guri”, tirei uma moeda do bolso e escolhi o pintinho de cor roxa, aparentemente o mais quieto de todos.

Voltei então para casa, contente, com o meu pinto roxo na mão, mostrando para todos os vizinhos. Cheguei, arrumei logo um canto para ele, comprei os milhos picados para filhotes, e pronto, fiquei satisfeito. Era mais um ser em minhas garras. Engraçado que não dei nome pro roxinho. Aliás, eu o chamava de Roxinho quando ele ainda era pintinho, mas não era bem um nome. Eu não o chamava sempre assim.

O tempo foi passando, e meu pintinho foi crescendo e crescendo. Tornou-se um pinto bem desenvolvido e eu cada vez mais gostava do que via, ao olhar para baixo, para ele, com mais penugem. A cor roxa foi desaparecendo e a branca foi tomando conta do fenótipo dele. Num piscar de olhos ele virou um galo, com direito a crista, penas e cantoria às 5 da manhã, deixando todos em casa putos.

O galo era meu defensor. Alguém chegava lá em casa e ele logo abria as asas, e corria atrás do indivíduo fazendo “cóóóó”. Era bem engraçado. Como podia uma porra de um pinto roxo comprado por um real numa feira, nas mãos de um malandro, ter se tornado um galo que era meu guardião? Tive sorte, porque esses bichos coloridos não costumavam viver muito. A tinta geralmente fazia mal a eles. Mas não, o meu era purple chicken with lasers, bombadaço.

Mas claro, não viveria para sempre. Envelheceu, ficou meio doentinho que nem o dono, e foi arriando aos poucos. O fatality foi dado pelos filhotes da última cria de Catita (a literal e metaforicamente cachorra), que só queriam brincar com ele, só que em sua fase debilitada, logo o machucando mais.

Espero sinceramente que meu galo esteja cacarejando no céu.

Agora os que ainda vivem...

Hanks

Um dos filhotes de Catita responsáveis pela morte do galo. Ganhou esse nome da minha mãe, em homenagem ao ator Tom Hanks, que iria adorar saber disso. Faz tempo que Hanks não cruza. A última vez com sua mãe, numa relação picante e incestuosa.

Eu sou o único da casa que converso com o cão. Chego da faculdade e começo a uivar para ele, que prontamente atende com intensas uivadas. E assim levamos a vida. Os vizinhos devem achar que eu não bato muito bem da cabeça. 50% porque eu converso com um cachorro e 50% porque eu faço Engenharia Eletrônica.

E Hanks ta aí, vivendo, e ultimamente tem se sentido diminuído pela presença dos dois novos amiguinhos do lar descritos a seguir.

Jolie

A mais nova integrante da família. Chegou aqui no carnaval desse ano após comover meus pais com sua infeliz história de gatinha abandonada na calçada. O nome também foi dado pela minha mãe, em homenagem a atriz Angelina Jolie, que já está cansada de saber que é gata.

To manjando a Jolie aos poucos. Ela me soa interesseira. Quando eu vou brincar com ela, a bicha fica miando, cheia de palhaçada e querendo se esquivar. Na hora de dormir, ela sobe na minha cama e fica cheia de dengo, só pra passar a noite confortavelmente. Conheço outros casos assim. Tô de olho, dona Jolie.

Hamster III (SM II)

É do meu irmão. Também chinês. Ele o chama de Jhonny, mas eu não aceito, pois Siro Mário II é um nome muito mais bonito e clássico para mim. E é assim que eu me dirijo a ele.

É um ratinho que além de dormir o dia todo, faz outras coisas bem legais como mijar na minha mão, rodar sua rodinha a noite toda (nhé nhé nhé nhé) e entrar atrás do guarda-roupa me fazendo gastar um tempão tentando tirá-lo de lá para que não suma.
Jolie o adora.


Cadeia Alimentar

Reparem bem:
Cachorro -> gato -> rato.
Clima tenso por aqui como vocês podem imaginar.

E agora, o último...

Sebastião

Adivinhem o que é o Sebastião?
Algum palpite?

Num belo dia, minha tia, inconsciente dos perigos (doenças) de se ter um bicho desses por perto, voltou da praia com um... caramujo.

Sim, ela simplesmente voltou com uma geleca maldita na mão e enfiou no quintal, na parte de terra que havia ficado para as plantas após a obra para encimentar tudo. E ainda coloca o nome do meu bisavô nele, deixando meu falecido avô enfurecido na época, e provavelmente meu biso mais-que-falecidíssimo louco lá no plano superior.

Tipo, eu não conheço mais ninguém que tenha um caramujo como bicho de estimação. Manifeste-se se você for um, leitor.

Já não vejo Sebastião há mais de um ano. Ele só aparece na superfície em períodos de chuva, caso contrário, fica de baixo da terra. É um ermitão. Aliás, ta chovendo, vou lá ver se consigo localizá-lo, e jogar aquele bicho fora. Eu hein... aquilo é uma praga.

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