terça-feira, 18 de março de 2008

Tudo tem o seu tempo

Eis uma pergunta padrão que é feita há milênios: Qual o sentido da vida?

Antes que você pare de ler este post e feche a página por estar pensando que eu vou começar a filosofar sobre coisas chatas que não chegam a resposta alguma, espere! O propósito aqui é um pouco menos abstrato, mais compreensível, além de ser uma crítica.

Eu creio que a gente vive para ser feliz. Simples assim.
Quando e falo em felicidade, não é aquela alegria da infância e juventude, e sim a felicidade na adultice, na meia idade, aquela construída por anos até ser concretizada.

Agora, do que precisamos para obtermos essa felicidade? Eu equaciono da seguinte maneira:

Amor + Dinheiro + Realizações = Felicidade

Aí você me diz: "Mas poxa, Renan, dinheiro não traz felicidade"
E eu te respondo: "Vá à merda!"

Eu gosto e faço uso de ditados populares, mas esse aí precisa ser urgentemente modificado. O correto seria: "Dinheiro por si só não traz felicidade", pois a ausência de verdinhas do bolso deve dificultar e muito a presença dela.

Nem vem que não tem. Não existe esse de: "Ahh, meu bem, nossos filhos estão com fome porque não temos dinheiro para comprar comida, mas eu sou muito feliz". Porra nenhuma! Dinheiro é um dos pilares para a felicidade, e tenho dito.

E sobre as realizações acima, eu me refiro às pessoais e profissionais.

Então, beleza... para sermos felizes, basta vivenciarmos o amor, sermos pessoas realizadas, e termos dinheiro. Vamos então à análise. Como conseguimos essas três parcelas?

Na dinâmica social e capitalista na qual estamos inseridos, o certo é a realização profissional e o dinheiro serem a busca inicial. Claro, temos o amor da mãe, do pai, da avó e etc. Esses aí nos acompanham por toda a vida e devem ser preservados e vividos com intensidade. O que eu quero dizer é que as coisas devem ser feitas por etapas.

Nos meus quase 21 anos de idade, o que é prioridade pra mim? Eu respondo. Minha faculdade! Claro... tem Deus, família, coisa e tal... mas isso são prioridades padrões, que deveriam ser comuns a todos por toda a vida. To falando de prioridades que variam.

Portanto, dentre essas, no período em que vivo, nada é mais importante pra mim do que a luta por uma profissão, um bom emprego e estabilidade financeira. Pronto. Nada de engravidar namoradinha e morar junto. A minha cabeça funciona assim: entre uma suposta namorada e a minha faculdade, aos 21 anos, eu escolho a faculdade, SEM NEM PENSAR MUITO.

Namorada agora pra mim é aquela que adoro e por quem eu sou apaixonado (e não doente de amor), que busca os sonhos dela da maneira dela, e que encontro às vezes depois das aulas e nos fins de semana para curtir aquele namoro gostoso, a química da saudade. E nada mais, sem exageros. Cada um na sua casa, e cada um com o seu objetivo de vida distinto e prioritário.

Tudo tem o seu tempo. E pra mim é tempo de buscar as parcelas Dinheiro + Realização Profissional. Entao a namorada fica SIM em segundo plano por enquanto, e a mulher que não compreende isso, roda. Deve ser por isso que eu estou solteiro, hahaha. Mas po, o tempo agora é de ralar para conquistar uma vida boa lá na frente.

Aí você pode me dizer: "Mas, Renan, você diz isso porque não está apaixonado por ninguém agora. Se estivesse, pensaria diferente".

E quem te disse que estar apaixonado te faz pensar corretamente? O correto é então eu me envolver emocionalmente de maneira intensa com alguém, ao ponto de abandonar o resto? Claro que não... deve haver um certo equilíbrio, mas a minha vida e individualidade devem estar um pouco mais na frente do que as outras coisas nesse momento. Essa é a idade do EU.

Depois de formado, empregado e com uma vida financeira legal, aí sim... começo a dar mais importância à parcela restante: O amor. Deixo de lado o EU, e aquela namoradinha que ficou em segundo plano lá na época do colégio e da faculdade passa ser o objetivo da minha vida, e recebe de presente uma linda aliança na mão direita, que se tornará, tempos depois, uma mais-linda-ainda aliança de ouro na mão esquerda, símbolo do meu amor e da minha gratidão pela sua compreensão de anos.

Aí, eu curto bastante minha vida de casadinho, e após isso, é hora de procriar.
Os filhos, então, são bem sustenados e criados, afinal a estabilidade financeira foi conquistada. E as coisas dão muito mais certo do que dariam se eu desse com os burros n'água e me juntasse com alguém na época em que deveria estar estudando em busca de um bom futuro ou quando não tivesse um tostão furado no bolso.

Então, com a família construída, eu obtenho realização pessoal, e vivo o amor.

E pronto:

Tenho dinheiro (pelo menos para levar uma vida sem grandes preocupações), tenho uma boa profissão, sou realizado nesse aspecto, tenho uma família bem estruturada e construída em bases sólidas, e amo muito minha esposa e filhos, que são, no final das contas, as coisas mais preciosas que tenho na vida.

Tendo isso, deverei ser feliz!

Claro que as coisas não saem sempre da forma que planejamos. E nem sempre se tem condições para buscar essas coisas assim de forma tão direita e racional.

Mas que eu vou tentar, ah, eu vou!

2 comentários:

Mauro de Bias disse...

Concordo com tudo o que você disse até a parte do casamento.

Diego Martins! disse...

"Mas poxa, Renan, dinheiro não traz felicidade" Rsrs.