sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Engenharia Eletrônica, uma sociedade insustentável

Sabe quando você está em uma praça, comendo alguma coisa, e você joga um pedaço da sua guloseima no chão, e então surgem pombos de todos os lados disputando a migalha? Pois é mais ou menos isso que ocorre quando entra uma mulher em um curso de engenharia. E olha que ela às vezes ela não precisa ser bonita... e nem solteira. Claro que, dependendo da habilitação (mecânica, petróleo etc), a coisa acontece com mais ou menos intensidade. Mas o fato é que, baseado em uma pesquisa que me custou 10 minutinhos, pude quantificar o mal que paira sobre todos os rapazes da engenharia, e mais especificamente, da eletrônica: a falta de seres do sexo feminino no curso.

Vamos à matemática. É óbvio supor que a distribuição normal seria 50% de homens e 50% de mulheres na turma, talvez com uma margem de 10% para mais ou para menos. Pois, se o máximo considerado normal for 60% de homens contra 40% de mulheres em uma turma, a tabela abaixo mostra então resultados nada equilibrados. Avaliei a distribuição desde o semestre de 2005/2 (ou seja, 2o semestre de 2005) até 2008/2. Vejam só.

SEMESTRE O FATO
2005/1 85,7% de homens
2005/2 80% de homens
2006/1 83,3% de homens
2006/2 75% de homens
2007/1 87,5% de homens
2007/2 100% de homens
2008/1 90% de homens
2008/2 88,2% de homens

Isso dá uma média de 86,2% de homens do total de alunos em uma turma, o que significa, aproximadamente, que em uma turma com 50 alunos, 43 são homens e apenas 7 são mulheres. Interpretando de outra maneira, são 6,1 homens para cada mulher, o que significa 6 homens inteiros + 1 pênis avulso para cada mulher. E 7 mulheres por turma parece ser o bom caso. Todos os meus colegas da faculdade hão de concordar que é raro chegar em uma turma de uns 50 alunos e ver tantas mulheres. Nos parece ter menos.

Alarmante, não? Nem tanto. Afinal como a UFRJ se trata de uma universidade, temos contato com outras unidades de ensino. E uma delas que fica bem próxima das engenharias tem um elevadíssimo contigente de mulheres: a faculdade de Letras. Essa proximidade da engenharia eletrônica com outras engenharias progesteronalmente mais fartas (produção e química, por exemplo), com a faculdade de Letras e outros centros, faz com que somente dentro de uma sala de aula, reparemos na escassez de moças.

Agora vamos supor que em um belo dia de sol, todos os alunos da eletrônica estivessem em aula levando bomba (atômica) dos professores como sempre, e do nada uma redoma de vidro fosse colocada sobre todas as salas, que nem no filme dos Simpsons. E então surgisse o reitor em um telão e falasse que nenhum homem ou mulher poderia entrar ou sair. Ou seja, que deveria permanecer configurada lá dentro a média de 86.2% de homens contra os 13.8% de mulheres, e que deveríamos dar continuidade à espécie. O que será que aconteceria?

Só quero lembrar que, na história da evolução, o homem era aquele que se relacionava com várias mulheres e as engravidava. Mas cada mulher era de um só. Essa relação pode ser explicada através da análise do próprio corpo humano, afinal os homens produzem espermatozóides desde a puberdade até a morte. E cada ejaculação contém sêmen suficiente para fecundar milhares de mulheres. Já elas, possuem uma quantidade de óvulos pré-definida para liberarem até a menopausa.

Essa relação pré-história entre homens e mulheres possui analogia com um galinheiro, onde existe somente um galo, todo poderoso, rei das galinhas. E todas são dele. Se isso é o natural (não to dizendo que é o certo, não me critiquem), então cursos como enfermagem e a própria letras não enfrentariam problemas nessa situação de clausura, pois haveriam uns poucos machos (pelo menos um né) que distribuiriam seus sêmens para todas as fêmeas do lugar. Cada qual com o seu grupinho, o seu harém específico. Essa aparente harmonia garantiria a perpetuação da espécie.

Mas e se fosse na engenharia eletrônica? Vamos supor que teríamos disponível de maneira infinita o básico: água e comida. Mesmo assim não ia rolar. Todas as mulheres ficariam grávidas juntas. Após cada parto, uma nova gravidez. Afinal, seriam vários homens fecundando poucas. Seria um congestionamento insuportável. Fora que, talvez, iriam matar todos os bebês homens que nascessem. Pra que mais né? As mulheres ficariam exaustas de tanto engravidarem e darem a luz. Provavelmente isso iria prejudicar a saúde delas, teriam uma infecção em algum dos partos, ou algo assim. Morreriam cedo. Seriam reduzidas em quantidade aos poucos. Só sobrariam homens.

E portanto eles se matariam logo de uma vez. Triste.

5 comentários:

Daniele disse...

MEU DEOS!! Que cérebro é esse?? Ctz que se você fosse um escritor seria na voga de contos loucos, histórias malucas com soluções ainda mais confusas mas que talvez façam sentido hahahahh

Joyce disse...

Foi a coisa mais insana que eu já li. E, na boa, eu não me sinto uma migalha...
Meninas que se interessaram em paquerar na eletrônica, essa história de assédio é mentiraaaa. Eles têm aversão à mulher. Pronto falei!
Renan, querido, adoro passear no seu blog.
Beijocas

João Felipe disse...

Que bizarro.

Anônimo disse...

Na natureza, em algumas espécies, ocorrem relações homossexuais na falta de indíviduos do sexo feminino...

amaima disse...

Karakas, isso é que é imaginação fértil.
Fertiliza, Renan, fertiliza.