segunda-feira, 25 de maio de 2009

Pessoas

Pessoas chegam e saem de nossas vidas de diversas formas.

Algumas chegam e passam um certo tempo conosco. Com elas compartilhamos e, após irem embora, nos deixam lições que jamais serão esquecidas. Amadurecemos.

Algumas nos veem nascer, ou nascem na mesma época. Com elas crescemos, e quando vão embora, é como se se estivessem rompendo com o nosso passado. Uma nova fase da vida é iniciada.

Algumas chegam depois, cá se acomodam, e então permanecem para sempre. São os vínculos que teremos na velhice.

Algumas chegam só para subtrair, e quando partem, é um alívio. Mas jamais é em vão. Aprendemos com isso.

Há casos de pessoas que conhecemos de vista há muito tempo, mas que somente anos mais tarde se tornam relevantes para nós.

Há casos de pessoas que após conviverem conosco, vão embora, depois retornam anos mais tarde, fazendo tudo voltar à tona.

Também há casos daquelas que retornam, mas encontram um ambiente completamente diferente do anterior. Não é a mesma coisa. Elas não são as mesmas, ou nós não somos.

É importante ter a consciência de que, tirando Deus,  raramente haverá alguém que estará conosco desde o nosso nascimento até a nossa morte. Pessoas cruzam o nosso caminho em kilômetros diferentes da nossa estrada. E cada parte dela está composta por sensações, músicas, cheiros e sentimentos que nos remetem às pessoas que estavam conosco por ali, e ao ambiente do qual fazíamos parte.

Se hoje você está acostumado a uma rotina e aos relacionamentos que possui, prepare-se para o novo. Do nada novas pessoas podem surgir e/ou as antigas podem sumir, alterando assim todo o contexto no qual você estava inserido momentos antes. Pensar dessa forma torna o futuro mais interessante.

Entenda que poucas coisas são para sempre. Você pode até idealizar, mas saiba que hoje aquela pessoa que você considera uma das mais importantes da sua vida, um dia pode vir a perder o posto. O caminho em conjunto na verdade pode ser apenas um trecho, e portanto chega ao fim. A estrada da outra pessoa pode se afastar um pouco da sua, ou até mesmo ir para bem longe dela.

Não é motivo para desespero. Aquele trecho em comum sem dúvida teve um propósito e serviu para evolui-los de alguma forma. Mas caso você se sinta abandonado e sem perspectivas, saiba que na próxima curva uma nova estrada pode se tornar adjacente à sua, e muitas outras, lá no horizonte, podem estar se aproximando. E então tudo mudará.

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3 comentários:

viniciusferrao disse...

Whatever, nunca gostei de alocação dinâmica de memória mesmo.

Diego! disse...

É a vida!

*AninhaH RamoS* disse...

Me senti deprimida com seu texto, mas é a verdade, infelizmente. Odeio ser dependente dos meus amigos! hahahaha