terça-feira, 11 de agosto de 2009

A nostalgia é pop

 

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Deliciar-me com lembranças do meu passado sempre foi algo inerente a mim. Mas sempre me achava um tanto exagerado, até porque tenho apenas 22 anos. Enquanto me parecia que os outros jovens só olhavam para frente em suas vidas, lá estava eu, volta e meia, lembrando das etapas pelas quais já passei nela. Quero deixar claro que estou satisfeito com o meu presente e geralmente otimista com o meu futuro, mas é inevitável para mim lembrar dos tempos em que eu brincava na rua, por exemplo.

O legal é que ando descobrindo que não sou tão diferente nesse ponto como imaginei. Há outros jovens nostálgicos de carteirinha. Há algum tempo atrás escaneei uma foto da minha turma da oitava série (essa aí de cima) e coloquei no orkut. Não demorou muito para que eu recebesse vários comentários e que a foto fosse copiada e adicionada em outros perfis. Bombou! A galera ficou entusiasmada e alguns até emocionados. Vejo o mesmo em perfis de várias pessoas que estudaram comigo. Fotos de amigos que viviam grudados na época, sempre com uma legenda que explicita a saudade, seguida de comentários alegres. Parece que a onda tem sido relembrar os tempos de colégio, há cerca de 5 anos atrás (o 3º ano) para a maioria do pessoal da minha idade. "Tempo bom", diz a maioria.

Outro fato interessante é que os papos com outras pessoas sobre época de infância e adolescência costumam levar horas. Isso é a prova de que o assunto é interessante e, portanto, emprega bom ritmo em uma conversa. Frequentemente tenho conversas desse tipo ao vivo ou pelo MSN, sejam com pessoas que conviveram comigo naqueles momentos ou não. E é sempre muito gostoso relembrar. Tenho observado que as pessoas gostam quando as outras escutam histórias sobre o seu passado. O ser humano tem prazer em contar para os outros fatos que julgam marcantes em sua vida. E ouvir o que o outro tem a dizer, dá o direito ao ouvinte de falar também sobre ele. Acho que o segredo da boa fluência está aí.

Se eu, ainda jovem já sou tão nostálgico, fico imaginando então quando for mais velho. Sim, por que aí terei lembranças também da época da faculdade, do primeiro emprego após formado, da vida de solteiro e de tantas outras coisas.

Enfim, se recordar é viver, então eu acho que tenho muita vida ainda pela frente. E é tanta coisa que anda me acontecendo. Põe recordação aí. Põe vida aí.

 

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