quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Vintões: somos tão jovens assim?


Olá pessoal,

Recebi esses dias um e-mail da minha colega Amanda (que estudou comigo no colégio), do blog "Mandicaaaa...". A mensagem contém fotos de produtos antigos que faziam a alegria da criançada há alguns anos atrás. Foi impossível não me surpreender, pois eu lembro de muita coisa ali. Inspirado pelas fotos, resolvi escrever este post contando um pouco sobre alguns desses produtos (e outros que não estão nesse e-mail) sob minha ótica e experiência com eles.


Atari

atariEu tive um! Foi o meu primeiro videogame, óbvio. Digo "óbvio" pois não me lembro de ter existido nenhum outro videogame antes dele. Mesmo com aqueles pixels grandes, eu me divertia muito. Tinha um jogo do pac-man sensacional. Também me lembro de um com navezinhas. Elas iam se aproximando do meu avião todo quadriculado, e eu tinha que atirar em todas elas. Às vezes não eram naves, eram objetivos esquisitos que cresciam e se aproximavam de mim. Chegava um ponto que era bem difícil. Curti muito. Qualidade baixa com alto nível de divertimento.

O fim da minha relação com o Atari foi bem chato. Certa vez chegamos eu e minha mãe do colégio (ela sempre ia me buscar), e a casa em que morávamos nessa época tinha sido arrombada. Haviam levado a nossa televisão, e com ela, uma espécie de fio ou adaptador que ligava o meu Atari à TV. Não lembro porque não compramos um outro fio ou adaptador para o videogame. Acho que era difícil encontrar à venda, sei lá. Só sei que nunca mais o joguei. Nos mudamos para a atual casa, o Atari veio junto, mas ficou como velharia. Ele foi empoeirando até o dia em que foi para o lixo. Saudades.

Lembrar do Atari me faz lembrar de que não precisamos de alta resolução e nem de jogos muito complexos para nos divertimos.


Pirocóptero

piro Você ia até a venda da esquina, comprava um pirulito do seu sabor preferido e... pirulito que nada! Bom mesmo era a pequena hélice de plástico que vinha junto e que você anexava ao palito para virar um pirocóptero! Tcharam!

Parecia simples, mas não era tanto. Você tinha que praticar muito até pegar o jeito de fazer aquele troço voar decentemente. Perdi as contas de quantas vezes tomei porrada de pirocóptero no olho. E de quantas vezes eles caiam nas casas dos vizinhos.

A última vez que tive contato com algo semelhante ao pirocóptero da foto ao lado foi no colégio, quando meus colegas me ensinaram a fazer um de papel. Era legal demais! Como a gente estudava em um andar alto, colocávamos nossos "equipamentos" para voar da janela. E como eram de papel, não necessariamente desciam. Às vezes planavam ou até mesmo subiam por causa do vento. Era um monte deles voando ao mesmo tempo. Isso foi no 3º ano. Sim, eu sei, infantil demais para 17 anos. Fazer o que né? Eu adorava!


Ioiô de refrigerante

ioio Isso foi uma febre na época. TODOS tinham um ioiô da Coca-Cola, da Fanta, ou seja lá de qual marca de refrigerante fosse. Eu, como sempre fui naturalmente mais atrasado em relação à essas modinhas, só fui ter o meu depois. Na verdade não sei se comprei, ganhei ou se simplesmente apareceu um nas minhas mãos. Sim, porque estava tão na moda que não era de se espantar que você tivesse um mesmo que não quisesse.

O tempo ia passando, e os ioiôs foram se aprimorando. Até que chegou um momento que surgiram uns que brilhavam e tudo. Eram o máximo! Ter um ioiô maneiríssimo, que emitia luz, e saber fazer acrobacias com ele aos 12, 13 anos de idade era tão atraente quanto ter uma Ferrari aos 25. As menininhas se amarravam.

Eu não tive um ioiô cintilante, e mal sabia brincar com o meu simpleszinho. Mas a lembrança dessa época ficará guardada para sempre. Afinal, comparando com os dias de hoje, chega a ser engraçado imaginar um recreio em que todas as crianças brincavam com algo que em sua essência é tão ingênuo.


Bolinha perereca

bolinha Sim, aquelas da máquina de 25 centavos. E da geração antiga de moedas, diga-se de passagem. Só havia a prateada. Eu colecionava essas bolinhas. Devo ter gasto uma pequena fortuna com elas. Mas de 25 em 25 centavos, quem é que percebe, não é mesmo?

Pois bem... sempre que me sobrava uma moedinha da merenda, se fosse de 25 centavos, lá ia eu inseri-la naquela máquina super legal e pegar a minha mais nova bolinha perereca para a coleção. Ficava chateado quando era uma bolinha igual ou muito parecida com alguma que eu já tivesse. Mas eu não a rejeitava. Eram como filhas para mim. E eu cuidava de todas muito bem. Até lavá-las eu fazia.

Sempre brincava com uma de cada vez para não perder. Aliás, perder aquelas bolinhas era a coisa mais fácil do mundo. Bastava jogar alguma com uma força não muito grande no chão, e pronto... a bichinha ficava que nem doida pra lá e pra cá, te confundia, e você não via onde ela tinha ido parar.

Pelo o que eu me recordo, o fim da minha coleção se deu quando eu simplesmente enjoei de zelar tanto por elas. Comecei a jogar todas de uma vez. Pegava a mão cheia delas e tacava tudo no chão do meu quarto (com a porta trancada) para que elas me divertissem pulando pra tudo quando é lado, se chocando umas com as outras e batendo em mim. Coisas de Renan, haha.


Mola maluca

mola Essa coisa tinha poder terapêutico! A mola se movimentava, aquelas cores iam passando. Relaxava legal. Mas pena que todas as que encostavam em minhas mãos, quebravam. Isso porque eu não brincava somente da maneira normal, ou seja, fazendo o desequilíbrio de altura entre uma mão e outra. Eu pegava a mola, esticava, rodava no alto que nem peão de boiadeiro, usava para bater nos outros. Enfim, eu pedia para que todas elas quebrassem. Mas isso não era problema, pois logo eu ganharia outra como brinde em alguma festa de aniversário infantil. Até o dia em que fiquei velho demais para ganhar uma.


Tamagotchi

tamaTambém fez sucesso na época. Ganhei um no Dia das Crianças. O meu fazia parte daqueles primeiros tipos que foram lançados, cor vermelha, quase igual ao da foto. O bichinho virtual nascia em forma de bolinha gelatinosa com dois pixels dando formato aos olhos, e tinha que ser alimentado até se tornar um dinossauro de grande porte. Você podia fazer dele um carnívoro (dando de comer diariamente coxas de frango) ou um herbívoro (dando cenoura).

Da primeira vez quis que ele fosse um carnívoro. E assim foi. Alimentava-o com coxas de frango e de vez quando dava um sorvetinho para ele. Mas não podia abusar no sorvete, pois cada um o fazia engordar 1kg. E as mulheres ainda reclamam da vida...

O safado ainda era criado no ar-condicionado, hehe! E eu tinha que brincar frequentemente com ele de "pedra, papel ou tesoura" para manter a sua felicidade. Acordava às 9h e ia dormir as 21h, pontualmente. Disciplinado o bichinho. A cada dois dias, ele crescia um pouco. E era muito legal ver a sua evolução.

Pois bem, um belo dia ele virou um tiranossauro Rex. Eu estava feliz por ter completado o seu ciclo de vida. Era só esperar ele morrer para virar um anjinho e... virou vampiro. Não gostei, e perdi o interesse depois.

***

Ao terminar esse texto, pergunto a vocês: somos realmente tão jovens assim? Bom, se vamos viver até os 80 anos, sim, nós somos. Afinal se passou apenas 1/4 de nossa vida. Fico imaginando como será lembrar futuramente dessas e de mais coisas que estão por vir...

2 comentários:

. disse...

Caraca Renan, tbm nem acreditei quando recebi este e-mail!

Pensei comigo aaaaaahhhhh to velha!

Mas pensando bem, nós apreciamos mt nossa infância, bricamos mt, mt, mt. Stop, pique (de todos os tippos), queimado...

Era divertido, ficar imaginando que personagem de tal desenho vc era. Lembra? Sempre saia briga, principalmente entre as meninas! kkkk

Valeu Renan adorei seu post!!!

Diego Martins! disse...

Ontem no trabalho recebemos um saquinho de balas e doces em comemoração ao dia das crianças.
Lembrei-me na hora do seu post, pois veio doces que comia muito na minha infância. Há anos eu não comia jujuba...