sábado, 12 de dezembro de 2009

Cronologia biográfica


1987 – Nasci na cidade de São João de Meriti, na maternidade Teresinha de Jesus. Segundo minha mãe, um parto normal bem tranquilo. “Você escorregou, não fiz força alguma, quase caiu no chão”, diz ela. Desconfio que de fato eu tenha caído e batido com a cabeça, mas ela não confessa.

1988, 1989, 1990 – Não lembro de nada.

1991 – A lembrança mais antiga que tenho da minha vida (primeira memória) aconteceu num evento ocorrido neste ano. Foi o aniversário de 90 anos de uma das minhas bisavós, em Volta Redonda. Lembro da piscina do casarão e do meu medo de cair dentro dela. Lembro que uma menina sentou perto de mim e eu fiquei morrendo de vergonha. Tenho fotos desse dia no orkut. Esse também foi o ano em que entrei no Jardim. Chorei nos três primeiros dias, com direito a pirraças no meio do pátio.

1992, 1993 – Meus choros se tranformaram em sorrisos. Eu passei a adorar a escola. Ainda lembro da minha primeira escola. A execução do Hino Nacional antes das aulas, as massinhas de modelar, os desenhos, o cheiro da merendeira, uma mistura de lanche gostoso (geralmente biscoito e suco) com plástico. Tudo tão simples e puro. Inesquecível! Em 1993 me mudei para a casa em que moro atualmente.

1994, 1995, 1996, 1997 – Não lembro de nenhum fato expressivo. Em 1997 eu tinha 10 anos, estudava, brincava e, creio eu, era uma criança normal.

1998, 1999, 2000, 2001 – Época do ginásio (5ª à 8ª série), como chamavam antigamente. Foram anos marcantes, devido à transição da infância para a adolescência. Entrei na natação e fui promissor no esporte. Foram nesses anos que fiz os meus primeiros amigos, alguns deles com quem até hoje mantenho contato, outros dos quais me lembro com carinho. Em 2000 me apaixonei perdidamente por uma menina do colégio. Coincidendemente, em 2001, nos tornamos o casal de representantes de turma daquele ano, por eleição direta e democrática. Minha visão romanceada das coisas me dizia que aquilo era um sinal. Não deu em nada.

Percebam que eu lembro dos fatos da minha vida sempre tomando como referência a que série do colégio eu estava. É uma ótima referência, creio que não só para mim.

2002 – 15 anos, 1º ano do Ensino Médio. Um homenzinho. Mas eu ainda não tinha noção do que eu queria para o futuro. Ok, normal nessa idade. Mas eu sequer mostrava aptidão para algo específico. Já começava a enjoar da natação. Parei de ganhar medalhas em competições interescolares. Era um bom aluno, me interessava por tudo. Mas isso também era um problema. Até que um dia os meus amigos da turma levaram o desenho de um circuitinho de rádio. Eles queriam fazer Técnico em Eletrônica. Eu torcia o nariz, mas…

2003 – … influenciado por esses amigos, acabei ingressando no tal técnico. Era um curso oferecido pelo próprio colégio onde estudei, uma espécie de pacote… combo. Comecei a gostar.

2004 – Um ano marcante. Por ser bom aluno, fui convidado pela coordenadora do curso técnico a fazer um estágio como técnico do laboratório no colégio. Eu tinha 17 anos e possuia uma rotina pesada. De manhã cursava o 3º ano do Ensino Médio, de tarde fazia o técnico, e à noite ficava no estágio até às 22h. Voltava de ônibus, com outros estagiários e amigos que estudavam de noite. Chegava em casa às 23h. Me sentia um tanto independente. Foi o ano em que senti um pequeno gosto do que era ser profissional. Participei de muitos cursos de formação extracurricular e de festinhas de funcionários do colégio. Conheci muita gente interessante e aumentei a minha rede social. Menininhas para cá, menininhas para lá, mas nada de especial. Convivi mais com adultos e pude me aproximar do mundo deles. Amadureci. Também tive conflitos com outras pessoas na época. No fim desse ano eu ouvi dizer que as universidades públicas eram as melhores. Sem estudar, tentei o vestibular. Sem sucesso.

2005 – Eu poderia ter continuado e trabalhar como técnico. Mas desde o fim do ano anterior meti na cabeça que queria fazer faculdade em universidade pública, e que tinha que ser na UFRJ. Engenharia Eletrônica. Terminei o técnico, mas pendurei as chuteiras. De estagiário bem visto e bem relacionado no início de uma carreira profissional, voltei a ser um mero estudante, tentando concurso público. No início senti como se estivesse retrocedendo. Mas o meu objetivo era o vestibular. Passei na UFRJ, além de outras três.

2006, 2007 – O ciclo básico de uma faculdade de engenharia ninguém esquece. Posso dizer que a minha autoestima de bom aluno, elogiado e querido pelos professores, foi quebrada em pouquíssimo tempo. Não reprovei, mas meu desempenho era mediano. Havia uma certa competição interna entre os alunos, às vezes até explícita, que tornava o ambiente um tanto pesado. Isso me incomodava. Percebi que não eu era tão bom como imaginava. E é difícil lidar com isso depois de anos, quando as pessoas te faziam acreditar o contrário. No amor, tive conflitos. Ou melhor, tive conflitos justamente pela falta de amor. Se apaixonaram por mim, mas eu não me apaixonei por ninguém. Pela primeira vez eu ouvi que eu era como todos os homens… um cachorro. Tadinho de mim.

2008 – Fim do ciclo básico. As coisas começaram a melhorar. Meus laços de amizade com o pessoal que entrou comigo na faculdade se fortificaram. O ambiente foi se tornando um pouco mais sereno. Em termos de coração eu estava livre, mais solteiro do que nunca.

2009 – Considero este o ano mais “emoção” da minha vida, extremamente marcante. Pra mim o ano começou no dia 3 de fevereiro, dia em que fiz cirurgia para a retirada do apêndice. Não seria nada de mais se este fato não fosse o primeiro da sequência de fatos que me aconteceu logo após. Meu mês de março não foi muito bom. Tive crise de ansiedade, mal estar mental, sensação de mudança, não sei bem o quê e nem porquê. Parecia um presságio. 2009 tinha tudo para ser um ano como outro qualquer. Seria a continuidade da faculdade, não visava arrumar um estágio ainda. Meu objetivo era somente seguir em frente da forma como foi 2008. Porém as coisas mudaram de vez. Conquistei um grande tesouro. Pensei muito, refleti, questionei, fiquei feliz, entristeci, aproveitei, vivi…

Por enquanto é só!
Para 2010 eu gostaria de um ano como foi 2004, com estágio e muitas oportunidades em vista, só que dessa vez em nível superior. Também quero o mesmo tempero que deu sabor a 2009. Será que 2010 superará 2009? Tem tudo para isso. E eu quero me surpreender, assim como me surpreendi este ano.

2 comentários:

Diego Martins! disse...

Minha primeira memória é de quando tinha 4 anos de idade.

Na praia de Ibicuí, na Costa Verde, eu e uma prima quase nos afogamos.

Lembrança engraçada, porque ela mais velha tentava me subir e se afundava. Se apoiava em mim para subir e me afundava.

Na época não foi engraçada. Fiquei o restante do dia sem falar!

Diego Martins! disse...

Em 2010 só quero manter meus amigos! Será a melhor forma de ter um novo ano mais feliz!