quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

As mulheres e o poder


No dia 01/01/2011, o país inteiro parou para assistir à posse de Dilma Rousseff como primeira presidente mulher do Brasil. Não vou chamá-la de presidenta. Mesmo estando correto também, acho que soa muito feio; não consigo aceitar. Para mim continua tão errado quanto chamar mulher que guia aviões de “pilota”. É presidente, com “e”, e pronto.

dilmaDilma feliz e cheia de poder

O fato é que o nosso mundo está mudando. A vitória de Dilma representa um marco justamente pelo fato de ela ser uma mulher, assim como foi marcante a ascensão de Barack Obama, um negro, à presidência de um EUA com um histórico de preconceito severo contra negros. Mas peralá! Dilma pode ser a primeira mulher na presidência da república do Brasil, mas não se pode dizer que ela é a primeira mulher a ser chefe do Estado brasileiro.

Princesa Isabel, feia de dar dó (vide foto), assumiu a regência do império brasileiro algumas vezes e, numa dessas, acabou assinando a Lei Áurea, libertando assim todos os escravos do  ♪ lerê, lerê, lerê, lerê, lerê ♪. Com o golpe militar que instaurou a república no Brasil e com a morte de seu pai, D. Pedro II, Isabel tornou-se chefe da Casa Imperial do Brasil, sendo considerada majestade de jure (que é basicamente a mesma coisa que “de brinks”, ou café-com-leite). Mas antes disso, enquanto o sistema político era a monarquia, ela governou.

Isabel Princesa Isabel, gatíssima no século XIX

Mas as mulheres não precisam governar um país para serem poderosas. Podemos observar isso analisando alguns resquícios evolutivos do ser humano que permanecem até hoje em nossa sociedade. Para começar, vamos lembrar da escola, onde aprendemos (ou deveríamos aprender) que qualquer ser vivo nasce, cresce, reproduz-se, envelhece e morre. É o ciclo válido para todos; tanto para você, seus pais, sua sogra e seu cachorro quanto para aquela bacteriazinha que se alimenta de arsênio encontrada pela NASA.

Agora pare e pense. Se tiramos o “reproduz-se” desse ciclo, pra quê então o ser precisa nascer, crescer, envelhecer e morrer? Tipo, as pessoas que não têm ou não querem ter filhos não precisam ficar chateadas comigo. É claro que a vida de um ser humano é muito mais do que esse ciclo basicão. Mas, biologicamente falando, o “reproduz-se” é a etapa mais importante. É o que garante a perpertuação da espécie e, consequentemente, a sua evolução ao longo dos milênios. Sem essa etapa, a raça humana e todos os outros seres não existiriam.

Mas então. Se a etapa de reprodução é a mais importante, fez-se necessário um tipo de sistema que “nos avise” que se reproduzir é legal. E isso se chamar prazer sexual. Rimou total. Enfim. O homem, por natureza devido ao mantra reproduzir, reproduzir, reproduzir, foi ativado lá na pré-história a engravidar o máximo de mulheres possíveis para disseminar seus genes. As mulheres, por sua vez, possuem o papel biológico de carregar filhos por nove meses de um único homem, salvo raras exceções. Além do mais, elas não podiam se dedicar a certos trabalhos, como a caça, por exemplo, em prol de cuidar dos pimpolhos. Logo, mulheres pré-históricas eram biologica e socialmente mais aptas de se fixarem a um único parceiro, enquanto os homens pegavam todas.

cavernas Seu antepassado

E esse resquício mental evolutivo permanece até hoje em nosso meio. Os homens permanecem “ativados” para buscar a reprodução em qualquer mulher que eles achem que sejam adequadas para carregar seus genes, ou seja, que os atraia. Claro que a finalidade consciente na maioria das vezes não é reprodução (aliás, bem longe disso), mas o meio pelo qual esse “sistema de ativação” diz para os homens seguirem ainda é, e sempre será, bastante popular: o sexo.

Os homens permanecem atrás delas, aos montes, incansálvemente. Rastejam aos pés de todas que o atraem, “querendo reproduzir”. Não que as mulheres não busquem também. Muito pelo contrário; elas têm que gostar do “meio” da mesma forma que os homens, para assim deixá-los agir. Mas, evolutivamente, elas estão “ativadas” para estarem com poucos homens, ou até mesmo um só ao longo da vida. Em outras palavras, homens escolhem muitas; mulheres escolhem poucos.

Logo, geralmente é mais fácil para uma mulher ser escolhida por um homem do que o contrário. E é o que vemos por aí; homens dando em cima da mulherada o tempo todo, babando por elas e levando foras com mais frequência. Mulherem, na balada, podem apenas esperar, enquanto os homens precisam correr atrás. E é por isso que as mulheres são poderosas por natureza.

É claro que toda essa baboseira que eu escrevi está mudando e tem suas muitas exceções. Ainda assim, senhoras Dilma Rousseff e Princesa Isabel, vocês mesmo sendo desprovidas de beleza, não precisavam governar o Brasil para serem poderosas. Você, mulher, é poderosa somente por ser mulher. Então aproveite. Só não abuse; pois da mesma forma que vocês estão propensas a serem cobiçadas por outros muitos, nós estamos propensos a trocar vocês por outras muitas.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Para o novo ano…


luz1 

… sabedoria, carinho e força de vontade!

E, parafraseando Oscar Wilde, mesmo que se esteja na sarjeta, sempre olhar para as estrelas!

Feliz Ano Novo!