sábado, 8 de fevereiro de 2014

A coisa boa

paixao
Paixão é coisa boa, quando dentro dos limites. Mesmo que você nem seja correspondido, a paixão já vale a pena só por experimentá-la. Porque nossas vidas são marcadas e portanto serão lembradas por momentos de emoção, e não pela rotina racional do estudo e do trabalho. E poucas situações nos proporcionam mais riqueza de emoções do que estar apaixonado. "Emoções ruins", diriam os não-correspondidos. Não necessariamente. Sempre vi delícia no platonismo; uma espécie de delírio, mesmo que teórico.


Na paixão tudo muda, sem nada de fato mudar. Mas é porque você muda, e então vê tudo diferente. Tem coisa melhor do que poder renovar a visão de sempre das coisas sem que elas precisem mudar? Eu acho isso um bônus da paixão.

Quando a paixão é correspondida então nem se fala. Essa aí é que te vira mesmo de cabeça pra baixo e do avesso. Essa aí não só te sacoleja como também te arrebata. E uma vez arrebatado, você não volta mais. Nunca mais. Você pode até ser abandonado e cair de cara no chão, mas vai cair em outro lugar. Ninguém permanece o mesmo após viver uma paixão correspondida.

Paixão é coisa boa, mas não é boazinha. É repleta de luxúria, o pecado mais gostoso de todos. Quem nunca se deixou embebedar pela luxúria alguma vez? E gosta. E se enche de si. E repete.

Mesmo assim, não vejo motivo para temer. Respire fundo, avalie suas possibilidades, coloque os limites que devem ser colocados. Se não for correspondido, busque prazer na fantasia, no sonho; tire esse proveito. Não é de todo ruim. Até o dia em que você esquece. E vai esquecer.

Mas se for correspondido, faça-se um favor, e mergulhe de cabeça!

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