sábado, 3 de setembro de 2016

Pipoca


Lembro-me de uma menina legal com quem eu estava saindo há alguns anos atrás. Convidei-a para ir ao cinema. Aquele já era o nosso terceiro ou quarto encontro. E embora tivéssemos disposição para nos vermos, os encontros não estavam sendo empolgantes. Para nenhum dos dois. A gente até tinha em mente que o outro valia a pena, no sentido de que éramos duas pessoas disponíveis e bem intencionadas, mas esse era o único e insuficiente elemento motivador.

domingo, 27 de março de 2016

Batizado

Inácio acendeu uma vela diante da imagem de São José. Pediu ao santo, chefe da Sagrada Família, que o ajudasse a enfrentar aquela situação. Madalena, sua nova namorava, estava grávida. O aborto era uma medida impensável para um sujeito maduro e religioso. Mas precisava digerir a ideia de assumir uma criança junto com uma mulher que, de certa forma, pouco conhecia. E São José entendia bem disso.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Amor aprendido


Dia desses eu estava conversando com uma senhora que me disse algo muito interessante: “Eu me casei usando a razão. Eu tinha 30 anos, queria ter uma família e me sentia preparada”. Fiquei meio sem jeito, mas não resisti e a questionei sobre o amor. Ela sorriu e disse que o marido era muito preocupado com isso também e que vivia perguntando para ela, de tempos em tempos, se ela já conseguia amá-lo. E ela sempre dizia para ele ficar tranquilo, que o amor viria com o tempo. “Até que veio”, ela concluiu.